Haaland, de cabeça, abre o placar da partida contra o Brasil — Foto: Dylan Martinez/Reuters A eliminação do Brasil da Copa do Mundo ontem, por 2 a 1 contra a Noruega, gerou pouca movimentação entre os patrocinadores da seleção brasileira logo após a partida, que terminou por volta das 19h (horário de Brasília). Na prática, apenas Itaú e a marca de desodorante Rexona, da Unilever, mudaram a comunicação rapidamente. Até o fim do jogo, e mesmo depois, a TV aberta ainda exibia campanhas com mensagens de incentivo à seleção. A Rexona, patrocinadora da federação internacional de futebol (Fifa), organizadora da Copa, levou ao ar um anúncio, antes do jogo terminar, afirmando: não importa o resultado, Rexona nunca te abandona. Cerca de 40 minutos após o apito final, a Rexona publicou nas redes sociais um vídeo com torcedores chorando e a mensagem: “Não foi dessa vez. A #TorcidaQueNuncaAbandona vai ter outra chance de comemorar a vitória. Não importa o que aconteça, Rexona #NuncaTeAbandona.” O Itaú, patrocinador da seleção brasileira, seguiu outro caminho. Dez minutos depois do fim da partida, a estratégia foi apagar as publicações feitas ao longo do dia sobre o jogo. Também retirou do perfil os conteúdos fixados da campanha da Copa. Em cerca de 40 minutos, mais de 500 postagens haviam sido removidas do Instagram. A descrição do perfil da conta do banco na rede social foi alterada para a frase “No vazio feito você”. Quatro horas após a derrota do Brasil, a Vivo, marca da Telefônica, publicou uma mensagem nas redes sociais: um vídeo de seis segundos com fundo branco, o logotipo da marca em cinza e a frase “modo avião”, em referência ao recurso que deixa o celular offline. Na legenda: “Por hoje, é isso, brasileiro Roxo.” A Unilever destinou metade do orçamento anual de marketing de Rexona no Brasil para a Copa. O investimento é 10% maior do que o feito em 2025. Em sua estreia como patrocinadora da Fifa, a empresa concentrou a ativação local do torneio na marca de desodorantes. Antes da partida contra a Noruega o cenário era diferente. Os patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ampliaram a comunicação nas redes sociais, com mensagens de incentivo à seleção, campanhas com influenciadores e conteúdos de humor para aproveitar o aumento da audiência durante o mata-mata. O Itaú foi uma das marcas mais ativas e fez sete publicações voltadas para a torcida e para seu programa de benefícios. A Vivo, marca da Telefônica, publicou três conteúdos com o atacante Vinícius Júnior. A Volkswagen fez cinco postagens relacionadas ao confronto. Guaraná Antarctica (da Ambev), Google, Uber e Sadia também aproveitaram o pré-jogo para incentivar a torcida e promover campanhas ligadas ao evento. As ações durante o mundial geraram resultados para as empresas. Segundo o iFood, a campanha da Copa alcançou 185 milhões de pessoas e resultou em mais de 350 publicações nas redes sociais, sendo mais de 200 produzidas em tempo real para acompanhar os jogos. A Vivo informou que a campanha “Brasileiro Roxo”, de 2 de abril a 1º de julho, registrou 1,4 milhão de interações e 32,2 mil compartilhamentos nas redes sociais. A Volkswagen alcançou quase 300 milhões de impactos (número de vezes que os anúncios foram vistos) e mais de 700 mil engajamentos (interações dos internautas). Até 23h30, nenhum outro patrocinador, além de Itaú, Vivo e Rexona, havia veiculado anúncios novos na TV ou em redes sociais.