Marcas como Itaú, Vivo, iFood, Google e Volkswagen apostam em humor, conteúdo em tempo real e campanhas com influenciadores para acompanhar o "mata-mata" da Copa A seleção brasileira enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Enquanto a equipe busca uma vaga nas quartas de final, os patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) intensificaram a comunicação nas redes sociais. As marcas estão apostando principalmente em humor e mensagens de apoio à torcida. Assim como a CBF, que vem adotando um tom descontraído e otimista em seus canais, os patrocinadores adaptaram as campanhas para o clima do mata-mata, aproveitando o aumento da atenção do público e o engajamento em torno da competição. Somente neste domingo, o Itaú publicou sete conteúdos voltados para a torcida e para o programa de benefícios da marca. Para a diretora de marketing do Itaú Unibanco, Juliana Cury, a fase eliminatória amplia as oportunidades de conexão com o público. "A Copa é um importante acelerador de atenção, relacionamento e experimentação. O evento cria um contexto favorável para aproximar os clientes de produtos, serviços e benefícios que fazem sentido para esse momento específico", afirma. A Vivo, patrocinadora da seleção desde 2005, publicou três conteúdos utilizando o atacante Vinícius Júnior, garoto-propaganda da empresa. Segundo a diretora de marca e comunicação da Vivo, Sabrina Romero, a estratégia combina campanhas planejadas com ações que acompanham os temas em alta nas redes sociais. Entre 2 de abril e 1º de julho, período da campanha "Brasileiro Roxo", a empresa registrou 542 milhões de visualizações, 1,4 milhão de interações e 32,2 mil compartilhamentos nas redes sociais. O Guaraná Antarctica também apostou no humor. Em uma publicação, a marca compartilhou uma imagem de Vinícius Júnior, Matheus Cunha, Neymar e Endrick com a frase: "Bom dia só pra quem é BR, pros viking apenas dia". No X, a empresa concentra boa parte das publicações em conteúdos de apoio à seleção com tom bem-humorado. Já o iFood concentrou a estratégia em conteúdo de oportunidade durante a competição. Segundo a empresa, a campanha da Copa já gerou 5,8 bilhões de impactos em mídia e alcançou 185 milhões de pessoas. Nas redes sociais, foram publicados mais de 350 conteúdos, sendo mais de 200 produzidos em tempo real para acompanhar os acontecimentos do torneio. A operação também somou 1,8 milhão de interações e mais de 67 horas de transmissões ao vivo. Um dos posts publicados durante a partida entre Brasil e Japão acumula 890 mil curtidas. "A atuação em tempo real foi um dos principais diferenciais da campanha, permitindo que o iFood participasse das conversas culturais no momento em que ocorriam", afirma a vice-presidente de marketing do iFood, Ana Gabriela Lopes. Patrocinador da CBF desde março deste ano, o Google também utiliza o humor em suas publicações pré-jogo. Das quatro postagens feitas até o momento, três foram realizadas em colaboração com influenciadores digitais. "Com nossas ações, pretendemos aproximar a tecnologia e o futebol, duas grandes paixões dos brasileiros", disse a diretora de marketing para Gemini na América Latina, Lia Konskier. A Sadia aproveitou o período que antecede a partida para promover pizzas como opção de lanche durante os jogos. Já a Uber publicou conteúdos com linguagem descontraída e referências ao confronto. A Volkswagen fez cinco publicações relacionadas à partida, parte delas em parceria com influenciadores e outra parte voltada ao apoio à torcida brasileira. A campanha da montadora tem como mote "A gente sonha porque confia". "Desde o início, mantivemos confiança no hexa e no avanço da Seleção Brasileira na competição, sempre atentos para aproveitar as melhores oportunidades e eventuais mudanças dentro de um cenário tão imprevisível quanto o de uma Copa do Mundo", afirmou a diretora de marketing da Volkswagen do Brasil e América do Sul. Livia Kinoshita, Segundo a executiva, o torneio amplia o interesse do público pelo futebol e cria oportunidades para as marcas se inserirem nas conversas. Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil