O aumento no preço do petróleo, provocado pelo fechamento do estreito de Hormuz por cerca de quatro meses, causou uma disparada no valor de insumos e materiais usados por vários setores de infraestrutura, incluindo rodovias e saneamento.

Empresas e representantes de diversas concessionárias citam atrasos nas entregas de produtos usados no tratamento de água e custo maior com combustível para abastecer máquinas e caminhões.

Pressionadas por preços mais elevados, companhias de tratamento e distribuição de água querem cortar a adição de flúor ao líquido, uma determinação da lei 6.050, de 1974, que tem como objetivo prevenir cáries nos dentes.

Carol Marques, diretora técnica e econômica da Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento), disse à Folha que a entidade pedirá ao Ministério da Saúde a suspensão —ou, pelo menos, redução e racionamento— da fluoretação da água, processo de adição de fluoreto.

As companhias relatam, segundo ela, redução na disponibilidade de ácido fluossilícico, utilizado na adição de fluoreto à água (fluoretação). De acordo com a Abcon, as empresas registram atraso de aproximadamente três meses na entrega do produto e aumento de preço superior a 300% no mercado spot (contrato à vista).