Com a guerra no Irã dificultando o tráfego pelo estreito de Hormuz, a demanda por petróleo caiu, e observadores do setor e executivos de petrolíferas começaram a se preocupar com a "destruição de demanda", termo que se refere à perda sustentada de demanda por uma commodity causada por preços elevados.

Em março, analistas do Goldman Sachs afirmaram que os preços do petróleo atingindo US$ 100 por barril ou mais (o que tem acontecido periodicamente desde que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã em 28 de fevereiro) estavam "associados a uma destruição de demanda de petróleo mais significativa". Em abril, a Agência Internacional de Energia, que disse esperar uma queda na demanda de petróleo de 1,5 milhão de barris por dia neste trimestre, previa que "a destruição de demanda se espalhará à medida que a escassez e os preços mais altos persistirem".

Destruição de demanda "não é um termo técnico de economia", disse Catherine Wolfram, professora de economia de energia na Sloan School of Management do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Ela já viu o termo ser usado entre traders do mercado de petróleo e profissionais do lado financeiro do setor.

No curto prazo, ela disse, "as pessoas simplesmente não conseguem arcar com esses preços mais altos e, por isso, estão sendo forçadas a encontrar alternativas", como participar de reuniões pelo computador para evitar dirigir ou tirar férias mais perto de casa.