A extração dos dados será feita pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro, que pediu a quebra de sigilo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jairinho - Júri Caso Henry Borel - Sentença - 03-06-2026 - Fotos - BRUNNO DANTAS-TJRJ (5 de 11) (9) — Foto: BRUNNO DANTAS-TJRJ RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/07/2026 - 14:12 Justiça do RJ autoriza quebra de sigilo de celular de Jairinho para investigação A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. A extração dos dados será realizada pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público para investigar possíveis influências externas e comunicações do acusado. O promotor Fábio Vieira dos Santos destacou a importância de verificar qualquer conduta de Jairinho que possa interferir na justiça. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça do Estado do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular que estava na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. O aparelho foi apreendido pela polícia penitenciária no Complexo de Gericinó na última quarta-feira (1º). A extração dos dados será feita pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro, que pediu a quebra de sigilo. — A medida é necessária para a apuração de circunstâncias relacionadas à custódia provisória do acusado e à eventual influência por ele exercida sobre pessoas no meio externo durante o período de segregação cautelar, bem como para a identificação de possíveis contatos, comunicações e articulações que possam repercutir na regularidade da persecução penal — afirma o promotor Fábio Vieira dos Santos. Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry no dia 4 de junho deste ano. O menino morreu em março de 2021. A defesa de Jairo pede a anulação do julgamento como um todo. O promotor do Ministério Público afirma ainda: — É imprescindível verificar eventual conduta do acusado apta a interferir na produção da prova, na instrução penal ou em futura sessão plenária, caso venha a ser determinado novo julgamento. O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, disse: — Ainda não fomos intimados a respeito da decisão. Quando formos intimados poderemos nos manifestar. Pai de Henry se pronuncia Na última quinta-feira (2), a Justiça proibiu que o pai de Jairinho divulgue mentiras a respeito de Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação junto ao Ministério Público, e ordenou ao Google Brasil que remova conteúdos já publicados. Leniel afirma: — Ao longo do processo, viemos alertando sobre os ataques coordenados a mim, pai da vítima, com o objetivo de tornar o crime menos desprezível perante a opinião pública e, assim, influenciar o júri, que é popular. Agora precisa ser investigado até o fim: quem colocou esse aparelho lá, há quanto tempo estava sendo usado, quais mensagens foram trocadas, com quem ele falava e se houve tentativa de articulação, intimidação ou interferência em processos. É fundamental conhecer os atos, decisões e ordens que ele tomou por meio do celular, até porque um dos crimes pelos quais responde é o de coação no curso do processo. Celular na cela de um condenado por crimes tão graves não é detalhe: é privilégio, falha e risco.