A Pax AI, empresa brasileira de videomonitoramento com inteligência artificial voltada à segurança pública, passou a enfrentar questionamentos que ultrapassam os contratos firmados no País.
Em menos de dois anos de atuação, a companhia conquistou clientes de peso — os governos de Goiás, Paraná e São Paulo — por meio de acordos milionários sem licitação, hoje sob escrutínio dos Tribunais de Contas dos três estados.
O que a Pax AI vende é uma solução de monitoramento capaz de cruzar dados para facilitar a investigação policial. O produto se assemelha ao da Palantir, empresa do bilionário Peter Thiel cujo software é usado em sistemas de vigilância e análise acumula contratos com o Pentágono e o ICE. Pairam, no entanto, dúvidas sobre a ausência de licitação nos contratos milionários e a segurança dos dados da população.
A pressão mais recente partiu do deputado estadual Arilson Chiorato (PT-PR), que levou o caso aos fundos internacionais que financiaram a empresa.
O parlamentar encaminhou denúncias à Benchmark e à Greenoaks, ambas sediadas na Califórnia, nos Estados Unidos, que, segundo informações disponíveis sobre as rodadas de investimento, já aportaram cerca de 40 milhões de reais nas operações da companhia.











