Desde a Copa do Mundo no Brasil em 2014, não havia tantas seleções americanas nas oitavas de final O europeu Kylian Mbapé e o sul-americano Lionel Messi durante a final entre França e Argentina na Copa de 2022 — Foto: Manu Fernandez/AP Centro de gravidade indiscutível e concentradora de talentos quando se fala do futebol de clubes, a Europa chega em pé de igualdade com as Américas nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com sete representantes cada. A África completa o grupo dos 16 melhores da atual edição com Marrocos e Egito. Desde a Copa do Mundo no Brasil em 2014, a última a ser disputada nas Américas antes da atual, não havia tantas seleções americanas nas oitavas de final: sete, entre elas os anfitriões (México, Estados Unidos e Canadá), os sempre presentes Brasil e Argentina, a Colômbia, que vem se mantendo consistentemente nesse grupo, e o surpreendente Paraguai, que eliminou a Alemanha. A partir de hoje, com França X Paraguai (às 18h de Brasília), haverá cinco confrontos diretos entre os continentes. Espanha x Portugal e os dois jogos envolvendo equipes africanas completam a tabela. Em 2014, oito seleções americanas, inclusive a pequena Costa Rica, chegaram a esse estágio, numa edição de Copa que teve confronto final entre duas escolas tradicionais de cada continente, com os alemães levando a melhor sobre a Argentina. Já em 2018, na Copa da Rússia, os europeus tiveram domínio avassalador, com dez equipes nas oitavas (França, Espanha, Portugal, Rússia, Croácia, Dinamarca, Bélgica, Suécia, Suíça e Inglaterra), contra cinco das Américas (Brasil, Argentina, México, Colômbia e Uruguai). De estranho no ninho, só o Japão. A superioridade se traduziu em uma final 100% europeia, com a França batendo a Croácia. Num raro torneio disputado em terreno neutro, o Catar, em 2022, os europeus sustentaram a vantagem, com oito equipes classificadas nessa etapa ante apenas três das Américas (Brasil, Argentina e Estados Unidos). Completavam o quadro de disputa das oitavas duas equipes africanas (Marrocos e Senegal), duas asiáticas (Japão e Coreia do Sul), e a Austrália. Nessa primeira Copa disputada em um país árabe (a próxima será a de 2034, na Arábia Saudita), a seleção argentina capitaneada por Lionel Messi ficou com a taça. A influência da Europa, no entanto, é sempre gigantesca: daquela seleção argentina bicampeã, 25 de 26 convocados atuavam no futebol europeu, com destaque para La Liga, o campeonato espanhol. Da equipe argentina que hoje defende esse título, a esmagadora maioria (22) também está em clubes europeus. A mudança mais significativa foi a transferência de Messi para o Inter Miami, da MLS (a liga do futebol nos Estados Unidos). Das 16 equipes que começam a jogar hoje pelo sonho de ir mais longe, ou até de conquistar a Copa do Mundo de 2026, o Egito é o único ponto fora da curva, com apenas 5 de seus 26 convocados jogando por clubes europeus e 19 concentrados na liga egípcia. O Paraguai tem êxodo com destinos diversos: seis na Europa, seis na Argentina e sete no Brasil. Já o México tem 12 jogadores na Europa; a Colômbia, 13, mais seis na Argentina e cinco no Brasil. Todas as demais seleções de outras partes do mundo registram mais da metade de seus convocados em ligas europeias: Canadá, EUA e Austrália (16 cada), Brasil (17). O recordista é o Marrocos, com 22. Nessa disputa pela hegemonia do futebol mundial que marca a história das Copas do Mundo desde 1930, a Europa atualmente está em vantagem com 12 títulos divididos entre cinco seleções (Alemanha e Itália, com quatro cada, França, com dois, e Inglaterra e Espanha com um). Já as Américas, mais especificamente a América do Sul, tem 10 títulos, sendo cinco do Brasil, três da Argentina e dois do Uruguai. Nenhum país de outra região do mundo conseguiu, até hoje, vencer uma Copa do Mundo.
Europa disputa primazia com seleções das Américas nas oitavas de final da Copa 2026
Desde a Copa do Mundo no Brasil em 2014, não havia tantas seleções americanas nas oitavas de final














