Quatro meses antes das difíceis midterms que vai enfrentar, o presidente Donald Trump usou o cenário do monte Rushmore na noite anterior ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos para caracterizar seus oponentes políticos como comunistas "ímpios" e "malignos".
"Só podemos perder as eleições de meio de mandato se permitirmos que isso aconteça, se formos tolos, estúpidos e imprudentes", afirmou ele na sexta-feira (3), exigindo que o Congresso aprove o seu projeto de lei Save America, que imporia regras mais rígidas de identificação de eleitores, dificultando o voto. Ele pediu o fim do obstrucionismo parlamentar.
O propósito maior do discurso não é difícil de perceber. Ele está preparando uma linha de ataque que a Casa Branca começou a usar para conter uma ala progressista recém-insurgente do Partido Democrata que parece estar ecoando entre os eleitores liberais.
Trump leu um roteiro apocalíptico enquanto os rostos pétreos de George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln observavam-no. Ele disse a palavra "comunismo" tantas vezes que você poderia pensar que a Guerra Fria ainda estava em curso.
Ele não foi sutil. O comunismo, disse, "é o inimigo de 4 de julho de 1776". Chamou-o de uma ameaça maior do que Pearl Harbor e até mesmo o 11 de Setembro. Mencionou nominalmente Karl Marx.










