Messi e cia. veem africanos igualarem o placar duas vezes e conseguem gol salvador apenas no 2º tempo da prorrogação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi lamenta chance tirada por Lopes, zagueiro de Cabo Verde — Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 23:48 Cabo Verde surpreende, mas Argentina vence na prorrogação com brilho de Messi Cabo Verde quase alcançou o impossível contra a Argentina na Copa do Mundo, igualando o placar duas vezes antes de perder por 3 a 2 na prorrogação. Messi brilhou novamente, marcando seu 20º gol em Copas. A vitória apertada alertou os argentinos sobre suas vulnerabilidades antes do confronto com o Egito. Apesar do resultado, a bravura cabo-verdiana deixou uma marca mágica no torneio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O conto de fadas cabo-verdiano deu um toque de magia à fase de grupos da Copa do Mundo e resistiu bravamente a um dos maiores desafios que poderia enfrentar. Mas, ontem, a realidade se impôs de maneira um tanto cruel. Em Miami, a Argentina confirmou seu favoritismo com uma vitória por 3 a 2 que, além de por curta margem, deu-se apenas no segundo tempo da prorrogação. Se, por um lado, o destino tratou de validar uma vez mais a valentia dos jogadores africanos, por outro colaborou para que o adeus tivesse um sabor desnecessariamente amargo. Já os argentinos, com muito mais suor do que se imaginava, garantiram um lugar nas oitavas de final, na terça-feira, contra o Egito, em Atlanta. Chegarão lá mais vulneráveis do que pareciam ontem ao acordarem, mas agora munidos de um importante choque de realidade. Na maior Copa de todas, as surpresas estão sempre à espreita. SEMPRE O GÊNIO DA 10 Ontem, o primeiro problema para Cabo Verde foi o mais óbvio de todos: no meio do caminho, havia um Messi. E não há demérito ou mesmo exclusividade nisso. Messi tem pisado no calcanhar de todos os adversários da Argentina neste Mundial. Depois de ter liderado sua seleção rumo ao título no Catar, podia-se esperar que este ciclo fosse para o camisa 10 uma mistura de ressaca com barriga cheia. Quatro anos mais velho, então... Mas nada disso. Sob todos os aspectos em que um jogador pode ser analisado, Messi parece no auge. Como sabem bem disso, seus companheiros o procuram a todo instante. Antes dos 20 minutos, ele já havia produzido as duas melhores chances do time, num chute cruzado que foi para fora e numa cobrança de falta encaixada por Vozinha. Aos 27, porém, não teve erro. Depois que o zagueiro Lisandro Martínez acertou um bonito lançamento, Messi dominou com precisão e abriu o placar. Num Mundial em que transformou a quebra de recordes em rotina, o craque agora trabalha para ampliar marcas. Ontem, chegou ao 20º gol na história do torneio e voltou a aumentar para dois a vantagem sobre o francês Mbappé. Também completou o oitavo jogo seguido balançando as redes. Mas, exceto pelo rotineiro brilho de Messi, a noite não viu a melhor versão da Argentina. Longe disso. Se, em outras ocasiões, a paciência para saber quando acelerar era uma grande virtude, ontem ela pareceu excessivamente morosa. E transformou a Albiceleste num time sem criatividade. Na volta do intervalo, essa preguiça conveniente dos hermanos deu a margem de que os cabo-verdianos precisavam para desafiar a História e tentar abraçar o improvável. O primeiro susto foi aos 13 minutos, quando um passe de Ryan Mendes encontrou Deroy Duarte pronto para chutar rasteiro e empatar o confronto. Dali até que o juiz apitasse o fim do tempo regulamentar, o senso de urgência recuperado pelos argentinos contrastava com a coragem dos africanos para resistir na defesa e, sempre que possível, lançar-se ao ataque. Os 30 minutos adicionais foram, ao mesmo tempo, uma espécie de repetição condensada do jogo normal e uma extensão do drama dos torcedores. Logo na primeira investida no ataque, a Argentina se colocou novamente à frente quando uma cobrança de escanteio sobrou para Martínez, no limite do impedimento, bater firme para as redes. Em que pese o balde de água fria precoce, a seleção de Cabo Verde não se acanhou e mais uma vez aproveitou de um momento menos intenso da Argentina para se recolocar no jogo. Aos 12, Sidny Cabral recebeu na esquerda, cortou para dentro e guardou de longe a pintura que prolongaria o drama. Mas aquela crueldade que desempataria o destino estava mesmo reservada para o último ato. Quando Messi cobrou escanteio, aos 5 do segundo tempo,a bola desviou em Diney Borges antes de entrar e dar números finais ao confronto. A matemática da bola é cruel e não liga para quases. Mas as histórias que tornam o esporte apaixonante costumam passar por momentos em que o impossível fica ao alcance das mãos. Afinal, desfrutar a genialidade de Messi é um privilégio. Testemunhar a valentia de Cabo Verde, também.
Cabo Verde flerta com o impossível diante da Argentina, que recebe sinal de alerta para futuro na Copa do Mundo
Messi e cia. veem africanos igualarem o placar duas vezes e conseguem gol salvador apenas no 2º tempo da prorrogação
















