Conselho também vai ter uma sede em Foz do Iguaçu, no Paraná, que deve ser inaugurada ainda este mês; em São Paulo, unidade foi inaugurada na última quarta-feira O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) inaugurou nesta sexta-feira (3) o escritório no Rio de Janeiro, que focará no combate às facções e organizações criminosas. A sede no Estado fluminense faz parte da estratégia de expansão do órgão pelo país. Antes, o conselho tinha representação apenas em Brasília. Agora, além do Rio, ele passou a ter escritório também em São Paulo, inaugurado na quarta (1). O Coaf também vai ter uma sede em Foz do Iguaçu, no Paraná, que deve ser inaugurada ainda este mês. Segundo o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Ricardo Saadi, os três foram escolhidos pelas particularidades: “Nós percebemos que os três polos muito importantes [para o monitoramento do Coaf] são o Rio, São Paulo e Foz do Iguaçu. São Paulo, por ser o coração financeiro e a principal economia do país. Rio de Janeiro, forte na economia, forte nas questões empresariais e também há a questão da violência. E Foz do Iguaçu pela questão transfronteiriça dos crimes com Paraguai e Argentina.” “É importante estar perto [destes locais] para entender a realidade. A partir da hora que nós tivermos equipe nesses locais, a gente vai conhecer melhor a realidade, vai poder ir no setor obrigado para ver se ele está comunicando de fato o que ele deveria estar comunicando e vai poder fazer a supervisão de todos de forma mais efetiva e em contato com as autoridades, polícia e Ministério Público, para entender o que eles precisam para desenvolver melhores investigações”, completou Saadi. O escritório no Rio será coordenado pelo delegado federal Tacio Muzzi, que foi superintendente da Polícia Federal no Estado fluminense de maio de 2020 a julho de 2023. A expansão do Coaf teve o apoio do Ministério da Justiça, que também tem como foco aumentar a proximidade das forças federais nos Estados e ampliar a atuação na asfixia financeira do crime organizado. Segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, a atuação coordenada entre a pasta e o conselho de controle financeiro fortalece o programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo governo federal em maio deste ano. “O enfrentamento ao crime organizado, nos dias atuais, depende cada vez mais da capacidade de seguir o dinheiro. Esta frase, que é lugar comum para todos nós que atuamos nesse domínio, deve ser levada a sério. Há, sem dúvida nenhuma, com essa iniciativa do Coaf, uma reversão, uma proposta nítida e clara de ruptura de ciclo vicioso para ciclo virtuoso no sentido de utilizar esses recursos, esse aparato tecnológico e essa expertise no combate ao crime organizado”, disse Lima e Silva. Além da expansão física do trabalho do Coaf, o órgão também está trabalhando em um sistema de melhorias na análise de dados. Segundo Saadi, o conselho de controle financeiro recebe por ano 7,5 milhões de comunicações de atividades suspeitas, uma média de 30 mil notificações por dia. O objetivo do novo sistema, desenvolvido em parceria com a iniciativa pública e privada, é analisar melhor essas comunicações. “Esse sistema já está em desenvolvimento e vamos lançá-lo em módulos. Nos próximos meses, os módulos já vão estar em atividade”, disse o presidente do Coaf. Ricardo Saadi, presidente do Coaf — Foto: Reprodução/LinkedIn
Coaf inaugura escritório no Rio de Janeiro com foco no combate ao crime organizado
Conselho também vai ter uma sede em Foz do Iguaçu, no Paraná, que deve ser inaugurada ainda este mês; em São Paulo, unidade foi inaugurada na última quarta-feira












