Corporação entende que banqueiro não conseguiu corroborar seus relatos com documentos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 14:28 Polícia Federal descarta delação premiada de ex-banqueiro Vorcaro O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que não há "interesse técnico" nem elementos jurídicos para um acordo de delação premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As informações da defesa não trazem novidades e não foram corroboradas com documentos. A PF protege as provas para evitar anulação e mantém sua posição após rejeitar duas propostas de colaboração de Vorcaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira que a corporação não vê "interesse técnico" nem elementos jurídicos para celebrar um acordo de colaboração premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo ele, as informações apresentadas pela defesa do investigado não trazem fatos novos em relação ao que já foi apurado pela investigação. O chefe da corporação acrescentou que a PF adota medidas de proteção e sigilo das provas para evitar questionamentos e pedidos de anulação das investigações. — De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já são do nosso conhecimento —afirmou. A declaração reforça a posição adotada pela Polícia Federal após rejeitar, no mês passado, a segunda proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também rejeitou. A avaliação dos investigadores é que os anexos apresentados pela defesa não contêm informações inéditas nem elementos de prova capazes de justificar um acordo de colaboração. A PF também entende que Vorcaro não conseguiu corroborar seus relatos com documentos e que parte dos fatos narrados já era de conhecimento da investigação, que tem acesso a oito celulares apreendidos do banqueiro, além de mensagens e documentos. Investigadores afirmam que a proposta se concentrou mais em justificar a relação do empresário com agentes políticos do que em confessar crimes ou indicar novos caminhos para as investigações, requisito considerado essencial para a celebração de um acordo de delação premiada. Vorcaro é investigado por suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, que teria causado prejuízos a correntistas, investidores e fundos de previdência de estados e municípios. Esta foi a segunda tentativa frustrada de negociação entre a defesa de Vorcaro e a Polícia Federal. A primeira foi encerrada em maio e levou, inclusive, à troca da equipe de advogados do banqueiro. Pela legislação, um acordo de colaboração premiada exige, entre outros requisitos, a apresentação de informações novas e úteis para a investigação, além de provas que permitam confirmar os relatos do colaborador.