O avião caiu em uma área próxima ao condomínio Terras do Golfe, nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas. As vítimas morreram no local. O registro reforça o relato de pessoas que trabalham em um hangar de uma pista privada da região. Antes da confirmação do acidente, elas disseram ter ouvido uma forte explosão, mas não conseguiram identificar de onde o barulho havia vindo. LEIA TAMBÉM Como aconteceu o acidente Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), a aeronave saiu de um aeródromo e seguia para o Pantanal de Mato Grosso do Sul. Durante o voo, o piloto teria tentado pousar em uma pista privada. A principal hipótese é que a manobra tenha sido motivada pela baixa visibilidade provocada pela forte neblina que encobriu Campo Grande nas primeiras horas desta sexta-feira. A umidade reduziu a visibilidade em diferentes pontos da cidade e deixou ruas e avenidas molhadas. O acidente ocorreu por volta das 6h30. Resgate teve dificuldades de acesso Avião de pequeno porte cai e deixa dois mortos em área rural de Campo Grande As equipes do Corpo de Bombeiros enfrentaram dificuldades para chegar ao local da queda por causa das condições da estrada de terra que dá acesso à área do acidente. Conforme apurado pelo g1, veículos de resgate chegaram a ficar atolados durante o deslocamento. Mesmo assim, duas equipes dos bombeiros, além de uma unidade de resgate e uma viatura de combate a incêndio, foram mobilizadas para atender à ocorrência. Investigação Avião cai em Campo Grande — Foto: Reprodução As causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A aeronave pertence a empresa de táxi aéreo Amapil. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou a queda. O g1 entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Como é a aeronave O avião que caiu é um EMB-810D, um bimotor a pistão de pequeno porte fabricado pela Neiva em 1983. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave pode transportar até seis passageiros, além do piloto, totalizando sete ocupantes. O modelo é certificado na categoria "Normal", destinada à aviação geral e executiva, e está habilitado para operar conforme o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 135, utilizado em serviços como táxi aéreo e outros tipos de transporte aéreo não regular. No entanto, essa certificação não significa, necessariamente, que o voo acidentado estivesse operando como táxi aéreo no momento da queda. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: