Especialistas afirmam que gravidade depende do tamanho e do formato do fragmento; pedaços pequenos podem atravessar o trato digestivo sem sintomas, mas vidro pontiagudo pode causar perfurações e exigir cirurgia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A professora Michele Ramos denunciou aluno que colocou vidro em seu copo de àgua — Foto: Reprodução redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 12:15 Professora relata vidro em água; especialistas alertam sobre riscos à saúde Uma professora de São Paulo relatou que alunos colocaram vidro em sua água, levantando preocupações sobre os riscos de ingerir vidro. Especialistas explicam que pequenos fragmentos podem passar pelo sistema digestivo sem sintomas, mas vidro pontiagudo pode causar perfurações graves, necessitando de cirurgia. O caso está sob investigação. Sinais de alerta incluem dor abdominal e sangue nas fezes. Recomenda-se atenção médica imediata em casos suspeitos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A denúncia de uma professora da rede estadual de São Paulo de que alunos teriam colocado vidro em seu copo d'água levantou dúvidas sobre os riscos da ingestão desse material. Embora pequenos fragmentos possam atravessar o sistema digestivo sem provocar complicações, pedaços maiores ou com bordas cortantes podem causar lesões graves no esôfago, estômago e intestino, segundo informações do Poison Control, serviço de referência em toxicologia dos Estados Unidos. O caso veio à tona após a professora relatar que estudantes teriam colocado fragmentos de vidro em sua garrafa de água durante o expediente. Ela procurou atendimento médico após perceber a presença do material e registrou boletim de ocorrência. O episódio é investigado pelas autoridades. De acordo com o Poison Control, o risco varia principalmente conforme o tamanho e o formato do vidro ingerido. Fragmentos pequenos costumam passar pelo trato gastrointestinal e ser eliminados naturalmente nas fezes, muitas vezes sem causar sintomas. Já pedaços grandes ou com extremidades afiadas podem provocar cortes e perfurações ao longo do percurso, atingindo garganta, esôfago, estômago ou intestinos. Entre os sinais de alerta estão dor no peito ou no abdômen, presença de sangue nas fezes, distensão abdominal, febre e calafrios. Esses sintomas podem indicar lesões internas ou até perfuração do intestino, situação que exige atendimento médico imediato. Segundo o serviço de toxicologia, quem engole um pequeno fragmento de vidro e permanece sem sintomas normalmente é orientado apenas a observar o surgimento de sinais de complicações. Existe a crença de que consumir alimentos ricos em fibras, como farelo ou pão branco, ajudaria o vidro a atravessar o sistema digestivo com segurança, mas não há evidências científicas que comprovem essa prática. Conheça o trabalho do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) e do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas (ASPIN) 1 de 11 Dr. Clayton Coelho em atendimento em aldeia dos indígenas Wauja — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 2 de 11 Paciente indígena passa por exame de imagem no Hospital São Paulo, que atende casos de média e alta complexidade. — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Atendimento a paciente indígena no Hospital São Paulo, referência nacional em assistência especializada aos povos indígenas. — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 4 de 11 Fachada do Hospital São Paulo, na capital paulista, onde o cacique Raoni Metuktire está internado. — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 5 de 11 Dr. Douglas Rodrigues em atendimento em aldeia dos indígenas Wauja — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 6 de 11 Pesquisa ação entre os indígenas Kawaiete — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 7 de 11 Oficina de Saúde da Mulher entre os indígenas Wauja — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 8 de 11 Dr. Douglas Rodrigues em consulta com os indígenas Kaiabi — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 9 de 11 Cuidados entre os indígenas Mehynako — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 10 de 11 Vacinação entre os indígenas Ikpeng — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 11 de 11 Pesquisa ação entre os indígenas Yudjá — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP Hospital que trata Raoni acumula seis décadas de experiência na saúde indígena e já realizou mais de 35 mil atendimentos Nos casos em que há suspeita de ingestão de um pedaço grande ou pontiagudo, ou quando surgem sintomas, a recomendação é procurar avaliação médica. Dependendo da localização do objeto, ele pode ser retirado por endoscopia. Se houver perfuração intestinal, pode ser necessária uma cirurgia. O Poison Control lista algumas medidas de prevenção para este tipo de situação. Quando um copo, tigela, lente, janela, espelho, lâmpada ou qualquer outro objeto de vidro quebrar, é prudente certificar se todos os fragmentos foram recolhidos, de preferência, usando luvas para proteger as mãos de cortes. Além disso é recomendado não morder copos, taças ou outros utensílios de vidro usados para alimentos e bebidas, usar termômetros digitais, em vez de um termômetro de vidro, para medir a temperatura corporal ou de alimentos.