Segundo o The Times, atletas apresentaram traços de clenbuterol, mas níveis são compatíveis com possível contaminação alimentar e não devem gerar punições 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ellyes Skhiri perde número da camisa durante derrota da sua Tunísia para a Holanda, terceiro e último revés da seleção africana na Copa do Mundo — Foto: Juan Mabromata/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 10:29 Jogadores da Tunísia apresentam doping atípico por carne contaminada Oito jogadores da seleção da Tunísia apresentaram resultados atípicos para clenbuterol em exames antidoping durante a Copa de 2026, segundo o The Times. As concentrações da substância são compatíveis com contaminação alimentar, provavelmente por carne consumida em Monterrey, México. A Agência Mundial Antidoping não deve aplicar punições, considerando a hipótese de ingestão acidental. A situação remete a um caso similar ocorrido no Mundial Sub-17 de 2011. A investigação está em andamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A participação da Tunísia na Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo fora de campo. Segundo o jornal britânico The Times, oito jogadores da seleção apresentaram resultados atípicos para clenbuterol em exames antidoping realizados durante o torneio, mas não devem sofrer sanções por suspeita de contaminação alimentar. De acordo com a publicação, os atletas — cujos nomes não foram divulgados — apresentaram concentrações da substância inferiores ao limite estabelecido pela Agência Mundial Antidoping (WADA) para casos em que há indícios de ingestão acidental por meio de carne contaminada. A investigação concentra-se em um restaurante de Monterrey, cidade onde a Tunísia ficou hospedada durante boa parte da competição. Os exames foram realizados entre 10 e 14 dias antes da derrota por 3 a 1 para os Países Baixos, partida que selou a eliminação da equipe ainda na fase de grupos. O clenbuterol é um agonista beta-2, substância proibida no esporte por seus efeitos anabólicos, capazes de aumentar a massa muscular e reduzir gordura corporal. No México, porém, o uso ilegal do composto na pecuária é um problema conhecido há anos, motivo pelo qual a WADA e a Fifa adotam protocolos específicos para avaliar possíveis casos de contaminação alimentar. Desde 2022, a Agência Mundial Antidoping estabelece que amostras com concentração inferior a 5 nanogramas por mililitro de urina sejam classificadas como um "Resultado Analítico Atípico" (ATF), e não como um caso positivo de doping. Nesses cenários, uma investigação é aberta para verificar se a origem mais provável da substância foi a ingestão de carne contaminada. Caso essa hipótese seja confirmada, o processo é arquivado sem punição ao atleta. O histórico reforça essa possibilidade. Durante o Mundial Sub-17 de 2011, também disputado no México, 109 jogadores de 19 seleções diferentes apresentaram vestígios de clenbuterol. Na ocasião, a Fifa chegou a coletar amostras de carne servida nos hotéis das delegações e encontrou contaminação em cerca de 30% delas. A Federação Tunisiana de Futebol, os jogadores envolvidos e seus respectivos clubes já foram notificados sobre a investigação em andamento.