Objetos foram comercializados na região da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, diz rádio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Paola Cirino foi presa sob acusação de matar casal de idosos em BH — Foto: PCMG//Reprodução Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 09:04 Diarista presa por matar idosos em BH alega surto psicótico A diarista Paola Stefany Neto Cirino foi presa por matar um casal de idosos em Belo Horizonte, alegando ter agido sob um surto psicótico. Após o crime, ela roubou e vendeu relógios de luxo, que foram devolvidos à polícia pelo comprador. Avaliados em R$ 108 mil, os itens incluíam peças das marcas Cartier e Ômega. A defesa de Paola considera alegar insanidade. O caso está sendo tratado como latrocínio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A diarista Paola Stefany Neto Cirino, presa nesta quinta-feira sob acusação de matar um casal de idosos num apartamento de alto padrão em Belo Horizonte, que confessou ter cometido o crime, também teria roubado itens de luxo do casal. Três relógios vendidos na região central de Belo Horizontes foram recuperados. Segundo a rádio Itatiaia, dois relógios de luxo da marca francesa Cartier, uma corrente de ouro e um relógio da marca suíça Ômega foram devolvidos à Polícia Civil pelo comprador dos itens. A transação foi realizada na região da Praça Sete, no Centro da capital mineira, e o comprador procurou uma delagacia após a repercussão do caso, temendo responder por receptação, para entregar os bens. Os relógios foram avaliados em R$ 108,2 mil. Tratam-se de um Cartier Ronde Louis Cartier (R$ 42,1 mil), um Ballon Bleu de Cartier (R$ 47,9 mil) e um Omega Constellation (R$ 18,2 mil). Veja os alvos da nova fase da Operação Unha e Carne 1 de 8 Na foto, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Rodrigo Bacellar, um dos alvos de mandados de prisão, chega a sede da PF. Ela vai ser transferido para um presídio federal — Foto: Márcia Foletto 2 de 8 Na foto, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Rodrigo Bacellar, um dos alvos de mandados de prisão, chega a sede da PF. Ela vai ser transferido para um presídio federal — Foto: Márcia Foletto X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Na foto, movimentação no pátio da PF — Foto: Márcia Foletto 4 de 8 Rodrigo Bacellar chega a unidade da Polícia Federal — Foto: Márcia Foletto X de 8 Publicidade 5 de 8 Outro alvo da operação é Márcio Poncio, pastor e empresário do ramo do tabaco — Foto: Reprodução Instagram 6 de 8 Outro alvo é Marco Antônio Cabral, advogado, ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Esporte do Rio de Janeiro durante o governo de Luiz Fernando Pezão — Foto: Reprodução / Instagram @marcoantoniocabral X de 8 Publicidade 7 de 8 Marco Antônio ao lado do pai, Sérgio Cabral — Foto: Reprodução / Instagram 8 de 8 Já Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é um bicheiro conhecido das autoridades de segurança cariocas — Foto: Editoria de Arte X de 8 Publicidade Os agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão Entenda o caso A diarista Paola Stefany Neto Cirino foi presa sob acusação de matar um casal de idosos num apartamento de alto padrão em Belo Horizonte. Ela confessou ter cometido o crime após ouvir "vozes" no que considerou ter sido um "surto psicótico". O delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, relatou a jornalistas que a mulher se mostrou "bastante confusa" durante o interrogatório, com "falas desconexas" e senso de arrependimento. No interrogatório, Paola disse que foi ao local realizar um serviço de limpeza e até iniciou os trabalhos. Enquanto arrumava o quarto do casal — o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 —, viu joias, relógios, outros objetos de valor e certa quantia de dinheiro. Nesse momento, decidiu furtar os objetos. Questionada sobre pelo delegado por que depois decidiu tirar a vida das vítimas "de forma tão cruel", ela disse que não tinha nada contra os dois. — Ela alegou que nunca havia visto essas pessoas na vida. Inclusive, estava bastante arrependida, mas que algumas vozes, por surto psicótico, teria decidido que, para além da subtração dos objetos, deveria retirar a vida das pessoas com a faca, esse meio cruel que ela utilizou — detalhou Barletta. Ainda de acordo com Barletta, Paola pegou remédios que ela mesma usava em tratamento psiquiátrico contra a depressão. Colocou quatro comprimidos do "calmante fortíssimo" num suco que estavam fazendo e serviu ao casal, que começaram a adormecer cerca de 30 a 40 minutos depois. A diarista então foi até o quarto e viu que Cláudio estava sonolento, mas ainda acordado. — Ela decidiu, então, passar às agressões com a faca. Ela disse que, posteriormente a perceber que eles estavam mortos, e ela tentou se garantir disso, que eles não iriam mais reagir, passou a se limpar. Perguntei se ela tomou banho, ela nega, [mas] acredito que ela tenha tomado, a perícia encontrou vestígios disso. Ela assume que trocou de roupas, utilizou roupas da vítima, da senhora, e também pegou a faca que foi utilizada e limpou. Essa faca está na casa. A gente vai tentar apreender essa faca e fazer uma perícia — ressaltou. Inicialmente, o boletim de ocorrência apontou que Cláudio havia sido atingido por 17 facadas. Na manhã desta quinta, Barletta confirmou que a contagem inicial se referia apenas aos golpes no tórax. Ele também tinha marcas no rosto, no pescoço, costas e nuca. Segundo o delegado, o perito estimou que o advogado lhe deu "certeza" que o idoso levou mais de 40 facadas. O investigador afirmou que Maria Clotilde também sofreu "diversos" golpes a faca. A quantidade exata não foi divulgado, pois os laudos periciais ainda precisam ser concluídos. As vítimas foram localizadas já sem vida pelo filho, na terça-feira. Imagens de câmeras de segurança do prédio mostraram a diarista entrando no edifício às 7h30 e saindo às 15h30 de segunda-feira, com duas sacolas e uma bolsa. Roupas com manchas de sangue foram localizadas numa caçamba de lixo. A mulher voltou para casa em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana, na noite de segunda-feira, com uma mochila preta e o filho. Deixou a residência no dia seguinte rumo a Belo Horizonte, onde se hospedou num hotel do bairro Savassi. Na quarta-feira, decidiu ir para a cidade de Itabira e levou o filho consigo. Foi num hotel da cidade da região central do estado que ela foi localizada. Segundo Barletta, Paola não resistiu à prisão. — Ela se demonstrou ser uma mãe muito carinhosa, estava muito preocupada com a criança. Quando a gente chegou, ele ficou muito assustado, mas pelo que a gente pode perceber eles já estavam conversando sobre essa prisão. Ela estava abraçada com ele na cama, chorando. Já esperava que pudesse ser encontrada, já que a repercussão dos fatos foi elevada. Ela disse: 'Eu estava me vendo na televisão a todo momento, estava me sentindo envergonhada, queria nem mais sair na rua' — disse. A defesa de Paola afirmou ao g1 que "os argumentos da defesa serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo". À polícia, a mulher negou que a motivação do crime tenha relação com dívidas com jogos de azar, que já teriam sido quitadas por parentes. Mas a principal linha de investigação é de latrocínio — roubo seguido de morte — com motivação financeira.