0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse que a um 'erro de timing' na taxação americana — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 09:11 Flávio Bolsonaro pede adiamento de tarifas e propõe limites ao Pix; Lula reage e critica medidas Flávio Bolsonaro apresentou um dossiê ao USTR pedindo o adiamento das tarifas contra o Brasil, em vez de sua suspensão, alegando que a taxação beneficiaria Lula eleitoralmente. Ele também propôs limites ao Pix, contrariando seu impacto positivo na economia. Lula criticou Flávio, chamando-o de "entreguista" e defendeu a preservação do Pix e a não imposição de tarifas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O dossiê, de 86 páginas, entregue por Flávio Bolsonaro ao USTR, é surpreendente. Em vez de pedir ao governo americano que desista de aplicar tarifas aos produtos brasileiros, ele solicita apenas que a medida seja adiada. O pré-candidato do PL à Presidência da República argumenta que há um "erro de timing" em taxar o país neste momento, porque o tema estaria beneficiando seu adversário, o presidente Lula, na campanha eleitoral. Ou seja, não defende o fim das tarifas em defesa da economia brasileira, mas o adiamento delas em benefício de sua própria campanha presidencial. Flávio Bolsonaro afirma que as sanções impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil no ano passado foram ineficazes. E pede apenas que a nova taxação fique para depois das eleições. A inscrição de Flávio Bolsonaro nas audiências do USTR sobre a aplicação de novas tarifas, revelada aqui no blog em primeira mão, já havia surpreendido. Afinal, representava uma mudança radical de postura, já que ele e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, comemoraram a decisão de Donald Trump de impor tarifas ao Brasil no ano passado. Em outras palavras, Flávio Bolsonaro continua defendendo a aplicação de sanções contra empresas brasileiras. Isso é irracional, porque, se implementadas, as tarifas poderão atingir pelo menos 35% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Na prática, isso significa mais barreiras para que empresas nacionais vendam seus produtos no mercado americano, com impactos sobre o emprego e o crescimento econômico. Essas tarifas são uma arma contra a economia brasileira. Sobre o Pix, um dos seis temas tratados na investigação comercial americana, Flávio Bolsonaro propõe "um compromisso legislativo de que o Pix não será interconectado a arranjos de liquidação transfronteiriça não ocidentais". Quando a única resposta cabível nesse ponto é que não há nada a explicar. O Pix foi desenvolvido por servidores do Banco Central, tornou-se um sucesso, promoveu a inclusão de milhões de brasileiros no sistema financeiro e ampliou as oportunidades para pequenos empreendedores e trabalhadores. É uma tecnologia criada no Brasil, que se tornou uma ferramenta essencial para a economia e para o cotidiano da população. Não há promessa política que deva ser feita sobre ele. O presidente Lula classificou Flávio Bolsonaro como "entreguista" após a divulgação do dossiê encaminhado ao governo americano. Lula defende que o Brasil não seja submetido às tarifas. Ao longo de toda a negociação com os Estados Unidos, o governo apresentou argumentos para responder a cada um dos pontos levantados pelo USTR na investigação. O presidente também foi categórico ao afirmar que o Pix é uma ferramenta da movimentação financeira dos brasileiros e, por isso, deve ser preservado.
Flávio Bolsonaro pede apenas adiamento das tarifas contra o Brasil e admite aos EUA limites ao Pix
Flávio Bolsonaro pede apenas adiamento das tarifas contra o Brasil e admite aos EUA limites ao Pix











