Uma velha parábola conta sobre um homem que criticava as técnicas do vizinho até ver seu próprio quintal murchar e o do “Estado Desenvolvimentista” prosperar, decidindo então copiar seus métodos. Essa história ilustra o movimento atual do mercado americano, em sintonia com o governo que, após décadas defendendo o livre mercado e criticando o modelo chinês, agora busca fatia de capital estatal em semicondutores e inteligência artificial, como na proposta da OpenAI de ceder ações ao governo.
Parece se tratar de um reconhecimento pragmático de que o século XXI exige o Estado como arquiteto e sócio de longo prazo.
A grama do vizinho é mais verde… e mais produtiva
Observando bem, o modelo chinês de capitalismo de Estado provou ser altamente resiliente e acelerado na corrida tecnológica. Diante disso, a reação americana não parece ser um abandono do capitalismo, mas uma estratégia de sobrevivência, evidenciando que o “Estado mínimo” é um luxo insustentável quando o concorrente joga com o “Estado máximo”.
Financiar “campeões nacionais” tornou-se uma necessidade prática para os EUA enfrentarem a competição sistêmica, mesmo que precisem engolir o próprio orgulho.












