0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O meio-campista colombiano número 10, James Rodríguez, vive má fase nos clubes mas é útil à seleção — Foto: PATRÍCIA DE MELO MOREIRA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 20:28 Colômbia Brilha na Copa do Mundo com Futebol Ofensivo e Coletivo A Colômbia tem se destacado na Copa do Mundo, jogando um futebol admirável e ficando atrás apenas de Argentina e França em atuações. Com talentos como Luis Díaz e John Árias, e apesar da decadência de James Rodríguez nos clubes, a seleção mostra força coletiva. Contudo, ainda falta para ser considerada favorita ao título, especialmente ao comparar com elencos mais equilibrados como França e Espanha. O estilo dinâmico e ofensivo da Colômbia, aliado a uma defesa em busca de equilíbrio, promete jogos emocionantes enquanto a equipe estiver na competição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Certezas numa Copa do Mundo podem envelhecer muito rápido. Mas é possível dizer que, considerando a média das atuações até aqui, a Colômbia está entre os times que melhor futebol jogaram: atrás de Argentina e França, mas sem dever nada a outras equipes apontadas como candidatas reais. Hoje, será favorita contra Gana, que mostrou muito pouco na fase de grupos. Quanto a estar no nível das favoritas a ganhar a Copa, ainda existe uma distância. Se a análise for a capacidade técnica individual, a Colômbia tem suas armas, alguns talentos admiráveis como Luis Díaz e John Árias. Já a estrela do time, James Rodríguez, vive uma decadência no futebol de clubes que dura longos anos, mas renasce na seleção a ponto de se manter vital, mesmo longe do auge físico. É suficiente para ganhar um Mundial? A questão talvez nem esteja numa comparação entre os melhores jogadores colombianos e estrelas como Mbappé, Olise, Messi, Rodri, Lamine Yamal, Kane ou Vinicius Júnior... Claro que estes são jogadores de outro padrão, mas torneios de futebol podem ser vencidos a partir da força coletiva, da soma de qualidades de ótimos jogadores. A questão é que, quando comparamos a média do elenco colombiano, com suas forças e seus elos mais fracos, às alternativas de times como França, Espanha, Argentina e talvez até o Brasil, a sensação clara é de que se trata de um desafio bem grande. A sensação se torna ainda maior numa Copa do Mundo tão influenciada pelas maiores estrelas do futebol atual. Mundiais têm um peso emocional grande, fazendo com que o caos supere as estratégias em muitos momentos de partidas decisivas. E, nessas horas, têm sido os talentos de exceção os responsáveis por resolver partidas. Isso inviabiliza a Colômbia? Não, porque a evolução do futebol de seleções na direção do equilíbrio, em breve, nos apresentará um destes campeões surpreendentes. De todo modo, vale examinar o que a Colômbia tem. Em termos de estilo, é o time que mais se aproxima da Argentina, numa certa dose de desafio a dogmas do futebol atual. Não há apego a simetrias na ocupação dos espaços ou qualquer rigidez no posicionamento. A aposta é em mobilidade, aproximações entre jogadores em torno da bola e progressão com troca de passes. No papel, o time inicia num 4-3-3 em que James faz da ponta direita apenas uma posição inicial: dali, o astro colombiano parte para flutuar pelo campo indo em direção à bola, promovendo associações com companheiros. Capaz de envolver com trocas de passes, a Colômbia pode ameaçar de outras formas. Se o rival ataca e cede espaços, a potência de Luis Díaz é avassaladora. Árias é um meio-campista total, capaz de criar, conduzir a bola e chegar à área para finalizar. E quando o time se concentra pelo meio para trocar passes, tem laterais com força para atacar os corredores, especialmente pela direita: Daniel Muñoz tem sido visto, inclusive, traçando diagonais para chegar à área e fazer gols. Por outro lado, defensivamente é um time em permanente luta para se equilibrar. Puerta, de alta capacidade para ocupar espaços, ganhou a posição de Richard Ríos justamente por sua vitalidade para compensar os movimentos de James e ocupar espaços. A Colômbia, por vezes, faz contorcionismos defensivos para se ajustar a uma escalação com ele e mais dois atacantes. Não é incomum ver os meias obrigados a cobrir espaços muito grandes ou a linha defensiva mais exposta. Não é possível dizer onde a Colômbia vai chegar. Mas, enquanto estiver na Copa, oferecerá momentos para se desfrutar.