O congelamento de óvulos tem ganhado espaço entre mulheres que desejam preservar a fertilidade e manter a possibilidade de engravidar no futuro. A técnica, já amplamente utilizada na medicina reprodutiva, permite armazenar óvulos por tempo indeterminado, oferecendo mais autonomia sobre o planejamento familiar e reprodutivo.
A busca pelo procedimento tem aumentado nos últimos anos. Segundo dados do sistema SisEmbrio, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), somente em 2024, mais de 150 mil óvulos foram congelados, sendo que 57,1% eram de mulheres com 35 anos ou mais. Os números são impulsionados tanto pelo adiamento da maternidade quanto pelo maior acesso à informação.
“Hoje, as mulheres conhecem mais sobre a sua capacidade reprodutiva e entendem que a qualidade e a quantidade dos óvulos diminuem naturalmente com o avanço da idade, reduzindo as chances de uma gestação espontânea ao longo do tempo”, ressalta o especialista em reprodução humana Dr. Luiz Pina, da clínica Baby Center e co-fundador do laboratório United Fertilidade.
Como funciona o congelamento de óvulos?
O médico explica que o processo começa com uma avaliação médica para analisar a saúde reprodutiva da paciente. Se estiver apta para o procedimento, a mulher passa por uma etapa de estimulação ovariana com medicamentos hormonais para que vários óvulos amadureçam no mesmo ciclo.









