Agência prevê avanços no perfil de negócios da siderúrgica a partir da presença mais sólida na América do Norte e de uma recuperação no Brasil Gerdau — Foto: Divulgação Gerdau A Fitch revisou a perspectiva do rating da Gerdau para positiva, nesta quinta-feira (2), citando possíveis avanços no perfil de negócios da siderúrgica a partir da presença mais sólida na América do Norte e de uma recuperação no Brasil. A nota de longo prazo em moeda estrangeira e local da companhia foi mantida em “BBB”, assim como o rating nacional de longo prazo de “AAA(bra)”. Confira os resultados e indicadores da Gerdau e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “A Fitch acredita que o perfil de crédito da Gerdau melhorará com o fortalecimento de sua posição de negócios, com o desempenho mais favorável dos principais mercados e com a consolidação da rentabilidade e da resiliência do FCF [fluxo de caixa livre]”, afirma a agência de classificação de risco. Na América do Norte, a Gerdau continua a ser beneficiada pela demanda por aços longos associadas aos setores de centros de dados, energia solar e infraestrutura, ao passo que as tarifas impostas pelo governo americano devem seguir sustentando os preços no país, diz a Fitch. “Embora apresente sinais de desaceleração nos segmentos automotivo e de óleo e gás, a demanda no setor de infraestrutura está aquecida, com obras nas áreas de transporte e rodoviária (pontes) avançando da fase de projeto para a de construção efetiva”, acrescenta. Sobre as condições do mercado brasileiro, a Fitch afirma que o preço do aço longo vem subindo lentamente, “à medida que o impacto das importações diminui, devido à implementação de medidas antidumping em meio a vendas locais estáveis”. Nos cálculos da instituição, as atuais medidas antidumping sobre chapas pesadas abrangem cerca de 10% da carteira da Gerdau. A Fitch adiciona que investigações em curso relacionadas a fio-máquina e bobinas laminadas a quente poderão oferecer suporte adicional quando forem concluídas. “A Gerdau continua buscando a redução de custos, ao mesmo tempo em que investe em modernização e inteligência artificial para melhorar a eficiência. Em 2025, a desvalorização do real e as paralisações na unidade de Ouro Branco elevaram os custos no Brasil, mas a maior utilização das miniusinas e os ganhos de produtividade na América do Norte favoreceram a eficiência operacional da companhia”, completa.