Com acordo de cessar-fogo assinado entre EUA e Irã, os preços do petróleo e dos derivados recuaram nos mercados internacionais Gasolina: segundo Durigan, mudança será gradual, mas objetivo é eliminar totalmente nos próximos meses — Foto: REUTERS/Adriano Machado O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a afirmar, nesta quinta-feira (2), que o governo vai começar a reduzir o subsídio sobre a gasolina a partir da semana que vem. No evento "Caminhos do Brasil", organizado pelos jornais Valor Econômico e O Globo e pela rádio CBN, no Rio de Janeiro, ele afirmou que, atualmente, ainda existem dois dos subsídios concedidos pelo governo depois da disparada das cotações do petróleo na esteira da guerra no Oriente Médio: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro da gasolina. “Há duas pernas faltantes [de medidas]: uma subvenção adicional no diesel de R$ 1,12 e na gasolina de R$ 0,44. Começando pela gasolina, vamos fazer essa revisão [dos subsídios], considerando que o cenário tem mudado para baixo em relação ao preço do petróleo”, disse, lembrando que o governo já cortou parte do subsídio ao diesel. Depois do acordo de cessar-fogo assinado entre EUA e Irã, os preços do petróleo e dos derivados recuaram nos mercados internacionais. Após romperem a barreira dos US$ 100 devido ao conflito, os valores do barril de óleo recuaram para cerca de US$ 70 nos últimos dias. Como consequência, o governo brasileiro encerrou, nesta semana, a subvenção de US$ 0,35 por litro de diesel, deixando válida apenas outro subsídio sobre o derivado, de R$ 1,12 por litro. A retirada desses subsídios, segundo ele, será gradual, mas o objetivo final é eliminar totalmente nos próximos meses. “A ideia é retirar totalmente, no tempo, com cuidado. Como ainda tem uma incerteza, o preço do petróleo não voltou totalmente ao pré-guerra da guerra, mas certamente o objetivo é esse, retirar todos os subsídios nos próximos meses”, disse.