Bens duráveis e serviços atrelados mostram expansão em domicílios no país Residências dos brasileiros têm maior presença de sinal TV aberta e streaming, diz pesquisa do IBGE — Foto: Pexels Os lares brasileiros, em 2025, experimentaram aumento de presença de televisores de tela fina, de sinal de televisão aberta, de “streaming” e de computadores e de tablets. A mudança foi detectada por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no estudo “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Acesso à Internet e à televisão e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal (2025).” Na pesquisa, os técnicos do instituto trabalharam com um universo de 80 milhões de domicílios particulares permanentes, acréscimo ante 2024 (quando era 78,3 milhões). No ano passado, 75,1 milhões, ou 93,9% do total, tinham televisão; e 4,9 milhões não tinham o aparelho (6,1%). O cenário de presença do aparelho mostra avanço, ante anos anteriores. Em 2024 havia 73,5 milhões lares com televisão (93,9% do total para aquele ano) e 4,5 milhões sem o aparelho (6,1%). E, em 2016, havia televisão em 65 milhões de domicílios, ou 97,2% do total, para aquele ano. Normalmente, a renda é mais alta em lares com esse tipo de aparelho, apuraram ainda os técnicos. O rendimento médio mensal real per capita em domicílios com aparelho de televisão ficou em R$ 2.325, em 2025. Já nos domicílios sem TV ficou em R$ 1.435, no mesmo ano. Assim como presença do aparelho aumentou nos domicílios do país, também cresceu a presença de avanços tecnológicos e de serviços relacionados às TVs, apuraram também os técnicos do IBGE. Nos domicílios com televisão, 95% eram de tela fina em 2025, maior fatia desde 2021. Em números absolutos, o número de lares com esse tipo de aparelho saltou de 68,601 milhões, em 2024, para 71,403 milhões, em 2025, aumento de 4%. Também cresceu em 1,4% o número de domicílios com recepção de sinal aberta, nos televisores, entre 2024 e 2025, um acréscimo de 907 mil, para 64,479 milhões de lares, no ano passado. Mas, em termos percentuais, no total de domicílios no país, a fatia dos que tinham sinal aberto de TV foi de 85,8%, em 2025, contra 86,5% em 2024. Domicílios com antena parabólica, por sua vez, responderam por 20,4% do total, ou 15,4 milhões de lares. Um aspecto também notado pelos técnicos do instituto foi tendência de queda, em percentual e em número, de domicílios com TV por assinatura. No ano passado eram 17,7 milhões de lares nessa condição, menor patamar da série iniciada em 2016. Dos domicílios que não tinha, 62,2% informaram não haver interesse, e 26,1% classificaram como caro, esse tipo de serviço, em 2025. Em contrapartida, a fatia de domicílios com televisão, com acesso a serviço de pago de streaming, subiu de 43,4% para 44,4% de 2024 a 2025, um acréscimo de quase um 1,5 milhão de lares, nessa categoria, no período. Além de televisores, os pesquisadores do IBGE também investigaram presença de outros bens duráveis nas residências. De 2024 para 2025, subiu de 38,5% para 38,7% a proporção de residências com computadores. No mesmo período, cresceu de 10,7% para 11,6% os lares com tablet.