0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas usando o celular — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 14:33 Transformação Digital: Uso da Internet Impulsiona Economia no Brasil A revolução digital no Brasil transformou a comunicação, o consumo e o sistema financeiro, como mostra a pesquisa do IBGE. Com 90,5% da população usando internet, 74,2% a utilizam para serviços bancários, impulsionados pelo Pix. O acesso entre idosos cresceu, enquanto o uso de celulares por crianças caiu levemente, refletindo preocupações com segurança. Apenas 5,9% das casas têm telefone fixo, evidenciando mudanças profundas na sociedade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma revolução não apenas na comunicação, mas também na forma de produzir, consumir e movimentar ativos financeiros. O intenso processo de digitalização da sociedade brasileira aparece com clareza nos dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE sobre acesso à internet, televisão e posse de celular para uso pessoal. Segundo a pesquisa, 90,5% da população utiliza a internet. Um dado que chama atenção e ajuda a explicar a força do Pix e a chance nula de vitória de Donald Trump nesse ponto da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos, é que 74,2% dos brasileiros declararam utilizar a internet para serviços bancários em 2025. O percentual representa um aumento de mais de três pontos percentuais em relação ao ano anterior e de mais de 14 pontos na comparação com 2022. O crescimento reflete a rápida digitalização do sistema financeiro brasileiro, impulsionada principalmente pela ampla adoção do Pix. Além disso, o que há alguns anos parecia cena de um admirável mundo novo, as compras online são hoje adotadas por mais da metade da população. Outro dado relevante é o avanço do acesso à internet entre brasileiros com 60 anos ou mais. O percentual passou de 70% para 74% entre 2024 e 2025. Em comparação com 2019, o aumento foi de 29,6 pontos percentuais. A tendência é que essa digitalização continue avançando, já que ficar fora do ambiente digital significa, cada vez mais, estar excluído de serviços, informações e decisões do cotidiano. Na outra ponta, houve uma pequena redução no uso de celular entre crianças de 10 a 13 anos, de 83,9% para 83,4%. Embora discreta, a queda pode refletir uma conscientização crescente de famílias e escolas sobre os riscos da exposição precoce à internet, que vão do assédio sexual e dos golpes virtuais aos impactos sobre a aprendizagem. Também contribuiu para esse movimento a discussão que ganhou força no Brasil, iniciada com uma lei implementada no Rio de Janeiro que restringiu o uso de celulares durante o período escolar. Há uma década, quando escrevia o livro História do Futuro, um educador finlandês já me alertava para esse tema, que ainda não fazia parte do debate brasileiro. Quem viveu a época em que uma linha telefônica fixa era um sonho de consumo — e até um investimento declarado no Imposto de Renda — hoje presencia praticamente sua extinção. Apenas 5,9% dos domicílios ainda mantêm telefone fixo. A queda é contínua desde 2016, quando esse serviço estava presente em 32,6% das residências brasileiras. Mais do que registrar avanços de um ano para outro, a pesquisa do IBGE evidencia uma transformação estrutural da sociedade brasileira. Para quem ainda não percebeu, a revolução digital já está em curso e produz mudanças profundas, com impacto verdadeiramente disruptivo sobre a economia, o consumo e a vida cotidiana.