A Rússia conduziu uma campanha para descobrir falhas no sistema de defesa aérea da Europa com impunidade quase total durante 15 meses, empregando drones simples lançados de navios para fazer o serviço.
A acusação consta de um relatório divulgado nesta quinta-feira (2) pelo britânico IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, na sigla inglesa), um dos mais respeitados centros de análise militar do mundo.
O IISS listou 144 incidentes entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026 nos céus europeus, concluindo ser altamente provável que eles tenham feito parte de uma mesma campanha, que representou "uma série de sucessos táticos para o Kremlin e um fracasso estratégico para a defesa aérea aliada".
Segundo o estudo, boa parte dos avistamentos de drones sobre aeroportos e bases militares do continente envolveu drones lançados por navios comerciais, inclusive petroleiros da chamada frota fantasma russa, que transporta óleo sob sanção em embarcações com bandeiras de outros países.
"O padrão não pode ser explicado por identificação incorreta ou oportunismo", disse Charlie Edwards, o principal autor do estudo.













