A Caixa Econômica Federal distribuirá, até o final do mês de agosto, o lucro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a trabalhadores com contas vinculadas ao fundo. Os resultados são referentes ao ano de 2025 e divididos com quem tinha saldo em 31 de dezembro do ano passado.

Pelo segundo ano seguido, a distribuição vai cumprir decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de março de 2024 determinando que a correção do saldo não poderá ser menor do que a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O FGTS rende 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e, desde 2017, é feita a distribuição dos lucros. Para o Supremo, a correção pela TR é constitucional, mas o trabalhador não pode receber menos do que a inflação, que tem sido coberta com a distribuição dos lucros.

A previsão do IFT (Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador) é de que os valores ultrapassem R$ 14,2 bilhões neste ano. Em 2024, o fundo teve lucro de R$ 13,6 bilhões dois quais R$ 12,92 bi foram distribuídos, o que equivale a 95% do lucro.

Mario Avelino, presidente do IFGT, estima que o patrimônio total investido no FGTS tenha encerrado dezembro de 2025 em torno de R$ 850 bilhões, alta de 10% ante ao valor total registrado em 2024. Isso ocorre porque o mercado de trabalho formal, com carteira assinada, tem se mantido aquecido.