Jaques Wagner (PT-BA) foi saído da liderança do governo no Senado por suspeitas de fazer negócio com gente vorcarenta. Levou uns dias até cair. Talvez pelo odor de santidade, digamos, o pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do seu partido na Câmara, resiste faz meses, desde que a Polícia Federal achou um saco de dinheiro no flat brasiliense desse deputado federal, em dezembro do ano passado.
Sóstenes disse que a dinheirama viria da venda de um imóvel em Ituiutaba (MG). Eram R$ 467,8 mil em notas de cem, juntadas em um saco plástico achado em um guarda-roupa. Não caberia tudo em roupas de baixo, decerto. A polícia e parte do Supremo suspeitam que o dinheiro seria resultado de desvios de verba parlamentar.
A extrema direita, a direita, boa parte da dita e velha opinião pública mais vocal ou o evangelismo político-partidário parecem querer que o caso fique dentro do armário. Sóstenes não causa sensação maior nem depois de a Polícia Federal seguir umas pistas, como etiquetas dos maços de tutu, e chegar a mais amigos do dinheiro vivo, ao que parece parceiros do deputado. É uma turma dona de empresas esquisitas, de gente que costuma sacar milhões em notas de reais. Quem sabe sejam apenas aquelas pessoas excêntricas amalucadas, que desconfiam de bancos e gostam de depósitos no colchão ou no armário. Ou gente em quem a polícia não deve confiar.









