Segundo o ministro, governo não pretende politizar uma relação comercial centenária entre os dois países Vice-presidente Geraldo Alckmin: 'Vamos usar todos os meios para convencê-los” — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que há espaço para um entendimento entre Brasil e Estados Unidos diante da recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a condução das negociações tem sido técnica, e o governo não pretende politizar uma relação comercial centenária entre os dois países. “Entendo que tem espaço, sim, para entendimento, porque não é justa essa alíquota de 25% que está sendo proposta de ser aplicada ao Brasil (...) Então, não tem sentido”, declarou em entrevista à CNN Brasil. Alckmin também destacou que os Estados Unidos registram superávit na balança comercial com o Brasil e, por isso, um novo tarifaço não se justificaria. Segundo o vice-presidente, o governo pretende demonstrar que a tarifa média aplicada aos produtos americanos é baixa e que a tributação proposta não é razoável. “O que pode acontecer? Pode ser implantada, pode ser não implantada e pode ser postergada, adiada a decisão. Vamos usar todos os meios para convencê-los”, disse. Sem citar nomes, Alckmin afirmou lamentar a atuação de “maus brasileiros” nos Estados Unidos contra os interesses do país. “Isso prejudica a exportação brasileira”, declarou. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribui a sugestão para o aumento das tarifas à atuação do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que dias antes do anúncio americano visitou o presidente Donald Trump, na Casa Branca. O senador disse ter pedido ao americano para poupar as empresas brasileiras.