O petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em setembro encerrou o pregão com recuo de 1,89% e o WTI (a referência americana) com entrega prevista para agosto caiu 1,32% Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (1), estendendo as perdas da véspera, enquanto investidores acompanham a nova rodada de conversas entre os Estados Unidos e o Irã nesta semana e a navegação permanece fluindo no Estreito de Ormuz. No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em setembro teve queda de 1,89%, cotado a US$ 71,57 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para agosto caiu 1,32%, a US$ 68,58 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Após os sinais contraditórios sobre a existência de negociações nos últimos dias, Estados Unidos e Irã se encontraram para uma nova rodada de conversas diplomáticas nesta quarta-feira, no Catar, a fim de tentar chegar a um acordo sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e consolidar um cessar-fogo duradouro. Segundo o presidente americano, Donald Trump, ambos os lados estão "se entendendo muito bem". Mohit Kumar, economista-chefe do Jefferies para a Europa, acredita que, enquanto o Estreito de Ormuz permanecer aberto e petróleo continuar fluindo, é provável que os participantes do mercado fiquem menos sensíveis aos riscos geopolíticos. O cenário-base do banco é de que os preços se consolidem em torno dos níveis atuais, embora acredite que o Oriente Médio está, hoje, mais instável do que antes da guerra. "Já estamos próximos dos níveis anteriores à guerra. Mesmo estando otimistas em relação ao conflito, do ponto de vista logístico, levaria meses para o tráfego no Estreito de Ormuz voltar aos níveis pré-guerra", comenta Kumar, citando que o Irã quer obter algum tipo de controle, algo que, provavelmente, não será aceito pelos Estados Unidos. "Mas, por enquanto, o mercado está satisfeito com a queda dos preços do petróleo." Unidade offshore Santa Ynez, Califórnia (EUA), da Exxon Mobil — Foto: Facebook/Exxon Mobil