Não é de hoje que os Minions sabem que Hollywood funciona na base do caos. Ainda no início de "Minions e Monstros", os simpáticos personagens amarelos invadem Los Angeles por acaso, enquanto sequestram um trem desgovernado e perseguem um ladrão de banco que parece saído de uma história de faroeste.

Para a surpresa das criaturas, o bandido, na verdade, é um ator. Na sede para encontrar um vilão para servir, elas não percebem que o assaltante faz parte de um filme gravado na região. Azar mesmo só o da cidade, que na confusão vê uma avenida inteira destruída pelo trem raptado, em plena década de 1920.

A sequência é muito divertida, cheia das boas sacadas de humor físico que definiram a reputação dos Minions nas últimas duas décadas. Mas ela também vem com um detalhe atípico, desses que ajuda a continuação a reforçar ao público a grande brincadeira que são as aventuras desses personagens.

Isso porque os Minions, durante o seu passeio de destruição, acabam por azucrinar também Charlie Chaplin, Buster Keaton e Harold Lloyd, os três grandes nomes da comédia da era de ouro de Hollywood.

O estranho encontro termina com os Minions massacrando o trio, ao se apropriar de algumas das cenas mais icônicas de seus filmes. Os personagens espantam Chaplin das engrenagens da máquina de "Tempos Modernos", derrubam a fachada da casa de "Marinheiro de Encomenda", de Keaton, e quase fazem Lloyd cair do relógio de "O Homem Mosca".