Goleiro congolês foi revelado nas categorias de base do Paris Saint-Germain, mas demorou a se firmar no futebol profissional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mpasi faz grande defesa diante da Inglaterra, no primeiro tempo da partida da segunda fase da Copa do Mundo — Foto: ROBERTO SCHMIDT/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 14:13 Lionel Mpasi Brilha e RDC Avança às Oitavas na Copa 2026 Lionel Mpasi, goleiro da República Democrática do Congo, destacou-se ao segurar o ataque inglês em um jogo decisivo da Copa do Mundo de 2026. Nascido na França e revelado pelo PSG, Mpasi optou por defender o país de seus pais, tornando-se ídolo após atuações brilhantes, como na Copa Africana de Nações de 2024. A RDC, após 52 anos, voltou ao Mundial, graças a uma campanha notável, consolidando-se entre as 16 melhores seleções. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Lionel Mpasi segurou os ingleses. Nem Harry Kane, nem Jude Bellingham foram capazes de superar o goleiro revelado nas categorias de base do PSG, que se firmou na Copa Africana de Nações em 2024. Foram pelo menos quatro finalizações no gol defendidas pelo goleiro congolês que, até aqui, vem garantindo a classificação histórica da equipe africana para as oitavas de final. Mpasi fez pelo menos oito defesas difíceis contra a Colômbia na fase de grupos, portanto a atuação de hoje não é nenhuma surpresa para os torcedores congoleses. O paredão nasceu na França, mas, como muitos jogadores desta Copa do Mundo, marcada pela grande diáspora dos jogadores, escolheu defender o país de seus pais, a República Democrática do Congo. Entenda um pouco da história do jogador: Quem é Lionel Mpasi Titular absoluto da seleção da República Democrática do Congo, Lionel Mpasi construiu uma trajetória incomum no futebol. Enquanto defende seu país como um dos principais destaques da equipe nacional, o goleiro vive uma realidade bem diferente em seu clube (Le Havre FC), onde atua como reserva de uma equipe que luta contra o rebaixamento na primeira divisão francesa. Nascido na França, Mpasi foi revelado nas categorias de base do Paris Saint-Germain, mas demorou a se firmar no futebol profissional. Seu desenvolvimento aconteceu apenas anos depois, durante a passagem pelo Rodez, na segunda divisão francesa, onde conquistou espaço como titular já na metade da casa dos 20 anos. O grande momento da carreira internacional veio na Copa Africana de Nações de 2024. Nas oitavas de final, contra o Egito, o goleiro protagonizou uma das cenas mais marcantes do torneio ao converter a cobrança decisiva na disputa por pênaltis. Caminhando para a bola com um sorriso no rosto, garantiu a classificação congolesa e se tornou um ídolo instantâneo entre os torcedores dos Leopardos. Uma das grandes defesas de Lionel Mpasi, após finalização de Jude Belligham, da Inglaterra — Foto: Odd ANDERSEN/AFP Filho de pais congoleses, Mpasi optou por defender a República Democrática do Congo mesmo tendo nascido na França. Antes de estrear pela seleção, revelou o desejo de conhecer o país de origem da família. — Meus pais são da RDC e ainda tenho familiares lá. Nunca tive a oportunidade de visitar, mas adoraria — afirmou Mpasi ao site Leopardsfoot em 2021. Assim como outros jogadores com dupla nacionalidade, foi através do futebol que fortaleceu sua ligação com a República Democrática do Congo. Desde então, consolidou-se como um dos atletas mais queridos pela torcida e uma das principais lideranças da seleção nacional. Fazendo história A classificação da República Democrática do Congo para a Copa do Mundo de 2026 encerrou um jejum de 52 anos sem chegar ao Mundial. Os Leopardos garantiram a vaga por meio da repescagem intercontinental da FIFA, após uma campanha de superação, que incluiu vitórias sobre Camarões e Nigéria nos playoffs africanos e, na decisão da repescagem, um triunfo por 1 a 0 sobre a Jamaica, na prorrogação. O retorno coroou o trabalho do técnico Sébastien Desabre e recolocou o país no principal palco do futebol mundial pela primeira vez desde 1974. A única participação congolesa em Copas havia acontecido em 1974, quando o país ainda se chamava Zaire. Na ocasião, tornou-se a primeira seleção da África Subsaariana a disputar um Mundial, mas a campanha ficou marcada pelas derrotas para Escócia, Iugoslávia e Brasil, incluindo a goleada por 9 a 0 diante dos iugoslavos. Desde então, a seleção passou por décadas de instabilidade política e esportiva até reconstruir sua competitividade, voltando ao cenário internacional como República Democrática do Congo. Na Copa de 2026, o retorno ganhou contornos históricos. Depois de avançar como uma das melhores terceiras colocadas da fase de grupos, a República Democrática do Congo alcançou pela primeira vez um mata-mata de Copa do Mundo, apagando parte das lembranças da campanha de 1974 e escrevendo o maior capítulo de sua história no torneio.