Pretos e pardos, sobretudo homens jovens, foram as vítimas de sete a cada dez mortes por intervenção policial ao longo do ano passado em um conjunto de nove estados brasileiros. Os dados estão em um relatório publicado nesta quarta-feira (29) pela Rede de Observatórios da Segurança.
O estudo "Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã" mostra que, em todos os estados pesquisados, negros têm maior probabilidade de serem mortos pela polícia do que o restante da população.
A proporção de negros (a soma de pretos e pardos) mortos pela polícia nesses estados diminuiu —em 2024, era de 75%—, mas segue maior do que a representatividade desse segmento na população total desses lugares.
A rede, uma iniciativa do CESeC (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania), monitora informações sobre letalidade policial nos estados de Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados são fornecidos via Lei de Acesso à Informação pelas secretarias estaduais de segurança.
Foram 4.330 mortes por intervenção policial registrados, na soma das estatísticas dos nove estados. No ano anterior haviam sido 4.069, ou seja, houve aumento de 6,4% na letalidade.








