Senador disputaria ao lado da deputada Bia Kicis (PL) na chapa encabeçada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) Senador Izalci Lucas, do Distrito Federal — Foto: Pedro França/Agência Senado A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não deverá mais disputar o Senado pelo Distrito Federal este ano, segundo afirmou, pedindo reserva, um influente congressista do partido no Senado. Se esse cenário se confirmar, disse, a vaga deverá ser ocupada pelo senador Izalci Lucas (PL), que chegou a tentar viabilizar uma candidatura ao governo. Izalci tentaria a reeleição, ao lado da deputada Bia Kicis (PL) na chapa encabeçada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). A possível desistência de Michelle se desenha como um dos desfechos após a crise com pré-candidato do PL a Presidência, senador Flávio Bolsonaro, que teve início em dezembro do ano passado e que veio à público na semana passada, em um vídeo postado pela ex-primeira-dama em redes sociais no qual disse que teria sido destratada pelo enteado. Nesta terça-feira, após reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Netto, Michelle decidiu entregar a presidência do PL Mulher. Na nota, ela não falou nada sobre desistir de concorrer ao Senado. De acordo com este congressista, que ficou do lado de Flávio na mais recente brigada, a reunião desta quarta-feira (1]) de Flávio com lideranças femininas do PL está mantida, mas deve ocorrer a portas fechadas, sem a presença de Michelle. Também não haverá nenhum anúncio, apesar de permanecer a ideia de se escolher uma mulher como candidata a vice-presidente, como forma de tentar diminuir a rejeição do presidenciável no eleitorado feminino. Esse nome, no entanto, só deve ser definido dentro de 15 dias. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos) é a favorita, mas há o receio de que essa escolha inviabilize o apoio formal da federação entre a União Brasil e o Partido Progressista. Ainda segundo esse parlamentar, as recentes declarações misóginas feitas pelo blogueiro Paulo Figueiredo, uma espécie de porta-voz informal do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (SP), não alimentaram a crise e não deverão ser comentadas por Flávio. Figueiredo afirmou que estatisticamente as mulheres "votam mal", especialmente as solteiras, já que as casadas tendem a acompanhar o voto de seus maridos. O argumento entre os interlocutores de Flávio é que Figueiredo "não tem estatura" para que suas falas afetem uma campanha presidencial.