Ao todo, são 26 iniciativas ligadas ao tema e desenvolvidas por 25 empresas com potencial para gerar 23 mil empregos diretos e indiretos Energia eólica — Foto: Pexels Os projetos relacionados à transição energética no Rio Grande do Sul monitorados pela Invest RS, agência de desenvolvimento do Estado, já somam R$ 14 bilhões, segundo a instituição. Ao todo, são 26 iniciativas ligadas ao tema e desenvolvidas por 25 empresas com potencial para gerar 23 mil empregos diretos e indiretos, estima a instituição. De acordo com o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o assunto é um dos que compõem o plano estratégico do Estado e, portanto, é priorizado pela agência de atração de investimentos que opera há 18 meses. Considerando todas as áreas de atuação, são 71 propostas que totalizam quase R$ 30 bilhões. As iniciativas ligadas à transição abrangem os segmentos de geração de energia eólica, hidrelétricas e biocombustíveis, como combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla e inglês), biodiesel, além de hidrogênio verde e seus derivados. “Existem quatro projetos de produção de plantas-piloto para a produção de hidrogênio verde em desenvolvimento do Estado. Para além deles, nós temos buscado conversar com outras empresas que submeteram propostas para esse edital de hidrogênio”, afirmou Prikladnicki a jornalistas durante o evento Novas Energias, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela agência em Porto Alegre (RS) para discutir o potencial do Estado nesta frente. A secretária Marjorie Kauffmann, da Sema, lembrou que as quatro iniciativas se dão no âmbito de chamada pública realizada pelo governo estadual no ano passado, com recursos que totalizam R$ 100 milhões em subvenção econômica via a agência de fomento gaúcha, o Badesul. Ela pontuou ainda que no mundo todo a tecnologia tem usado subsídios para se viabilizar. Citou ainda que outras tecnologias passaram pelo mesmo trajeto até tornarem-se economicamente viáveis. Ainda no evento, Prikladnicki destacou haver um forte alinhamento entre o agronegócio, por ser um dos setores mais relevantes do Rio Grande do Sul, com a pauta da transição energética. “Existe uma oportunidade de conversão de negócios, inclusive, dos nossos produtores ao transformar a atividade deles em projetos e contribuir com a agenda de transição energética”, completou. Nesse contexto, a agência preparou, na mesma ocasião, três salas temáticas para discussão com agentes do Estado com foco no desenvolvimento de cadeias de etanol, biometano e hidrogênio de baixo carbono avaliando potencialidades e prioridades para efetivação dos investimentos. Em relação à carteira, porém, o presidente da instituição disse ser dinâmica e não significar, necessariamente, que serão efetivados. “São projetos em diferentes fases que estamos acompanhando”, ponderou. *A repórter viajou a convite da InvestRS.