Nada mais patético do que um homem histérico. O bolsonarista Paulo Figueiredo –neto de João Batista, último presidente da ditadura militar– deu um piti no YouTube. Irritado com autonomia política das mulheres, desandou a berrar que elas votam "mal pra caralho", especialmente as solteiras. Para coroar o chilique, mandou quem estivesse insatisfeito "arrancar os pentelhos das calcinhas". O diagnóstico do hétero chiliquento é o retrato do desespero.

Essa obsessão com o título de eleitor das solteiras não é originalidade da nossa paróquia. Com o complexo de vira-lata habitual, Figueiredo apenas tenta exportar dos Estados Unidos, onde vive, uma pauta tosca da extrema-direita americana. Os congressistas reacionários de lá querem vincular o voto feminino ao casamento, numa obsessão para tentar isolar a escolha das solteiras.

O pânico desses sujeitos é justificado porque as mulheres passaram a definir eleições, votam movidas por suas próprias prioridades e convicções. Aqui não é diferente. Desde 2018, quando passou a disputar eleições, o eleitorado feminino é a pior pedra no sapato da extrema-direita. No cenário de agora, segundo o Datafolha de junho/2026 Lula aparece com 52% entre as mulheres contra 37% de Flávio Bolsonaro, num eventual segundo turno.