O impacto ao consumidor da redução do subsídio ao diesel anunciada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (30) dependerá da Petrobras, segundo executivos do setor.
Maior fornecedora de diesel do país, a empresa pode repassar ou absorver o aumento de custos, que é equivalente ao valor dos impostos federais sobre o combustível.
A Petrobras hoje vende o combustível a R$ 2,83 por litro, já considerando os descontos de R$ 0,35, que acaba hoje, e de R$ 1,12, que o governo manteve. Se for repassar a alta de custos, subirá o preço para R$ 3,18 por litro. Procurada, a estatal ainda não se manifestou sobre o tema.
Empresas importadoras, que respondem por cerca de 20% do fornecimento, devem repassar, segundo executivos ouvidos pela Folha. É fato, porém, que o diesel é hoje mais barato do que no auge do conflito.
Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o custo de importação de diesel para o Brasil em Santos (SP), por exemplo, caiu R$ 2,19 por litro desde o pico de R$ 6,36 por litro atingido na segunda semana de abril.













