Município realizou mais de mil fiscalizações desde 2023, com uso de drones e operações integradas; Região Oceânica concentra a maior parte das ações em áreas verdes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Funcionários da prefeitura durante ação para impedir a ocupação irregular de áreas preservadas em Charitas, dentro do Parque Natural Municipal — Foto: Divulgação/Cláudio Fernandes RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 19:10 Niterói reforça fiscalização e demolições contra ocupações irregulares Niterói intensifica fiscalização e demolições para conter ocupações irregulares, especialmente na Região Oceânica. Desde 2023, o Gecopav realizou mais de mil fiscalizações e 27 demolições, utilizando drones e operações integradas. A estratégia visa proteger áreas verdes e garantir o crescimento urbano sustentável. A tecnologia tem sido crucial para o monitoramento e resposta rápida às irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com o desafio de preservar áreas verdes e conter o avanço de ocupações irregulares, a prefeitura tem intensificado as ações de monitoramento territorial, fiscalização e ordenamento urbano. A estratégia é conduzida pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), vinculado à Secretaria municipal de Ordem Pública, que nos últimos três anos realizou mais de mil fiscalizações, cerca de 700 operações integradas e 27 demolições de estruturas irregulares em diferentes regiões do município. Entre 2023 e maio de 2026, o grupo contabilizou 1.064 verificações preliminares destinadas à apuração de denúncias e identificação de possíveis irregularidades urbanísticas e ambientais. No mesmo período, foram realizadas 689 operações conjuntas com órgãos municipais e estaduais e executadas 27 demolições, consideradas a etapa final de processos administrativos voltados à interrupção de ocupações em áreas consideradas sensíveis. O recorte anual mostra variações no volume de ações. Em 2023, foram registradas 291 verificações preliminares. No ano seguinte, o número caiu para 254. Em 2025, houve novo aumento, com 317 ocorrências. Já entre janeiro e maio de 2026, outras 202 verificações foram contabilizadas, indicando a manutenção da demanda por fiscalização em diferentes frentes do território municipal. Atuação conjunta As operações integradas, que reúnem diferentes secretarias e órgãos parceiros, também tiveram expansão no período. Foram 227 ações em 2023, 66 em 2024, 292 em 2025 e 104 apenas nos cinco primeiros meses de 2026. Segundo a administração municipal, essas operações têm papel central na resposta rápida a denúncias e na atuação conjunta em áreas de maior complexidade, onde há necessidade de intervenção coordenada. — O trabalho desenvolvido pelo Gecopav é baseado em planejamento, inteligência e integração. Nosso objetivo é impedir que ocupações irregulares avancem sobre áreas protegidas e garantir uma resposta rápida às demandas identificadas pelas equipes de fiscalização. A tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo, permitindo monitoramento permanente e decisões cada vez mais precisas— afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas. Segundo a prefeitura, as demolições, por sua vez, passaram a ter maior intensidade a partir de 2025, quando foram realizadas 15 operações. Em 2026, até maio, outras 12 já haviam sido executadas. O município afirma que essas ações seguem etapas técnicas e administrativas e são adotadas para impedir a consolidação de construções em desacordo com a legislação urbanística e ambiental. Os levantamentos territoriais indicam que a maior concentração de ocorrências está na Região Oceânica, com destaque para bairros como Itaipu, Piratininga, Engenho do Mato, Serra Grande e Pendotiba. Também há registros em áreas de expansão urbana, que, segundo a prefeitura, exigem monitoramento contínuo por parte das equipes de fiscalização devido à pressão imobiliária e ao risco de novas ocupações irregulares. A atuação do Gecopav combina ferramentas de tecnologia, inteligência territorial e integração. O objetivo, segundo a gestão, é reforçar a proteção de áreas ambientalmente sensíveis, preservar ecossistemas estratégicos e garantir que o crescimento urbano ocorra de forma planejada e sustentável. Entre os recursos utilizados estão drones, sistemas de geoprocessamento e monitoramento permanente das áreas mais vulneráveis, o que permite maior capacidade de detecção de irregularidades e produção de registros técnicos para embasar as ações. O grupo também atua em parceria com o Ministério Público, prestando apoio técnico por meio de vistorias, operações conjuntas e elaboração de relatórios que subsidiam procedimentos administrativos e decisões judiciais relacionadas ao ordenamento urbano e à proteção ambiental.