Após três anos de sintomas, exames levaram ao diagnóstico de uma condição descrita em poucos relatos científicos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Italiana suava sangue — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 21:22 Italiana de 21 anos é diagnosticada com rara condição hematidrose Uma jovem italiana de 21 anos foi diagnosticada com hematidrose, uma rara condição onde ocorre sangramento através da pele intacta. Após três anos de sintomas, incluindo sangramentos espontâneos no rosto e mãos, os médicos descartaram outras causas e identificaram a doença. A condição, documentada desde o século III a.C., se intensifica em situações de estresse e foi parcialmente controlada com propranolol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma mulher de 21 anos foi atendida em um hospital na Itália após apresentar episódios de sangramento espontâneo no rosto e nas palmas das mãos, sem qualquer lesão visível. O caso, analisado pelos médicos Roberto Maglie e Marzia Caproni e publicado no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), foi diagnosticado como hematidrose, uma condição extremamente rara caracterizada pela eliminação de sangue através da pele intacta. Quando deu entrada no hospital, a paciente relatou um histórico de três anos de episódios de sangramento espontâneo. As crises duravam entre um e cinco minutos e podiam ocorrer tanto durante atividades físicas quanto enquanto ela dormia. Além disso, o sangramento se intensificava em situações de estresse emocional. A jovem também desenvolveu um quadro grave de isolamento social, além de apresentar sintomas compatíveis com transtorno depressivo maior e transtorno do pânico. Após descartar outras possíveis causas, incluindo transtornos factícios, os especialistas concluíram que ela sofria de hematidrose. O que é a hematidrose? A hematidrose é uma condição extremamente rara definida pela eliminação espontânea de sangue misturado ao suor através de uma pele aparentemente intacta. Embora poucos casos tenham sido documentados, a literatura médica reúne relatos da doença em diferentes regiões do mundo. Os especialistas levantam diversas hipóteses para explicar o fenômeno. Uma delas sugere uma ativação extrema do sistema nervoso simpático durante situações de estresse intenso. Outra teoria propõe que o sangue atravesse os ductos das glândulas sudoríparas devido a alterações nos vasos sanguíneos próximos. Também já foram sugeridos defeitos na derme que permitiriam a saída direta do sangue para a superfície da pele. No caso da paciente italiana, o tratamento com propranolol, um medicamento da classe dos betabloqueadores, reduziu significativamente a frequência dos episódios, embora não tenha eliminado completamente a condição. No relato clínico, os médicos Roberto Maglie e Marzia Caproni descreveram que a paciente apresentava sangramento espontâneo na ausência de lesões cutâneas visíveis e que as crises se intensificavam em momentos de estresse emocional. Já uma revisão histórica realizada pela hematologista e historiadora da medicina Jacalyn Duffin, também publicada no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), reuniu registros médicos e documentais sobre a hematidrose desde a Antiguidade até os dias atuais. Segundo a pesquisa de Jacalyn Duffin, as referências mais antigas ao fenômeno remontam ao século III a.C., em textos atribuídos a Aristóteles, que descrevem episódios de suor com aparência sanguinolenta associados a estados de extrema fraqueza. Durante séculos, o chamado "suor de sangue" esteve ligado a interpretações religiosas, especialmente ao relato da agonia de Cristo no Evangelho de Lucas. Na Idade Média e no Renascimento, médicos e estudiosos analisaram diversos casos para verificar a autenticidade de relíquias e testemunhos relacionados ao fenômeno. Duffin também reuniu relatos históricos, como o de um menino de 12 anos que, segundo um médico de Basileia, em 1627, teria suado sangue durante um episódio de febre alta, e o de um jovem prisioneiro belga que teria apresentado o mesmo fenômeno ao receber a notícia de sua condenação à morte, em 1628. Casos recentes documentados pela ciência A revisão realizada por Jacalyn Duffin aponta que, entre 2004 e 2017, foram documentados 28 novos casos de hematidrose em publicações científicas revisadas por pares. A maioria dos pacientes era composta por mulheres jovens, com idade média em torno de 14 anos.
Italiana suava sangue pelas mãos e pela testa: caso revelou uma doença rara até então desconhecida
Após três anos de sintomas, exames levaram ao diagnóstico de uma condição descrita em poucos relatos científicos






