Governo Trump decidiu que selecionará, um a um, os clientes autorizados a usar a nova versão do GPT 5.6 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no Salão Oval da Casa Branca — Foto: Anna Moneymaker/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 21:08 Casa Branca restringe acesso ao GPT 5.6 em meio à disputa com a China A Casa Branca, sob a administração Trump, decidiu restringir o acesso à nova versão do GPT 5.6 da OpenAI, selecionando individualmente os clientes autorizados. Enquanto isso, a China avança no campo da IA com o modelo DeepSeek, que levantou US$ 7,4 bilhões, e o emergente GLM-5.2. A decisão dos EUA ocorre em meio à pressão competitiva chinesa, destacando diferenças nas abordagens de IA entre os países. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Três peças importantes se moveram, na última semana, no mundo da inteligência artificial (IA). A primeira não veio de qualquer empresa, mas da Casa Branca. O governo Trump decidiu que selecionará, um a um, os clientes autorizados a usar a nova versão do GPT 5.6. O leitor não leu errado. Haverá uma equipe da burocracia americana decidindo quem pode e quem não pode usar a nova IA da OpenAI. (Em abril, 59 milhões de pessoas pagavam pelo ChatGPT em todo o mundo.) Enquanto isso, o mais conhecido modelo chinês, o DeepSeek, fechou sua primeira rodada de investidores. Levantou incríveis US$ 7,4 bilhões, e a avaliação da companhia chegou a um total de US$ 50 bilhões. E, por fim, começou a despontar outro modelo chinês no jogo, o GLM-5.2. Os resultados iniciais de teste, de acordo com o Wall Street Journal, mostram que é tão capaz de descobrir falhas de cibersegurança quanto as melhores IAs americanas. A Casa Branca decidiu tornar mais difícil a vida das empresas dos Estados Unidos justamente quando os chineses ameaçam mostrar capacidade de concorrer no mesmo nível técnico. Para entender, é bom voltar um pouco no tempo e seguir os passos (erráticos) dados em Washington. Em dezembro do ano passado, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva, equivalente ao nosso decreto, “removendo barreiras à liderança americana em IA”. Suspendia, assim, a regulação leve do governo Biden. Prometia algo “minimamente oneroso” para o setor. Aí começou a tensão do governo, primeiro pelo Departamento de Defesa, depois via secretário de Comércio, com a Anthropic. A empresa anunciava que seu novo modelo, batizado Mythos, seria capaz de encontrar falhas em todos os sistemas digitais. Fez um pré-lançamento apenas para as grandes companhias de tecnologia encontrarem problemas em seus sistemas. E lançou uma versão incapaz de mexer com segurança, que chamou Fable. Ficou dias no ar. A Casa Branca ordenou que só permitisse acesso a cidadãos americanos. Sem ter capacidade de filtrar por passaporte seus milhões de clientes, a Anthropic simplesmente tirou o Fable do ar. Agora é com a OpenAI. A empresa planejava colocar na rua o novo GPT, que não tem o poder do Mythos, mas está quase lá. A Casa Branca pediu para revisar um a um quem pode entrar. Internamente, o CEO Sam Altman afirmou aos funcionários ter esperança de que essa fase de pré-lançamento dure apenas algumas semanas. Que, ao fim, o governo permita abrir para todo mundo. Detalhe: não há regulação escrita. Não há lei. Nada passou pela Justiça. Tanto no caso da Anthropic quanto no da OpenAI, trata-se da vontade pessoal do presidente da República e só. O sujeito com assento no Salão Oval decidiu que quer estabelecer critérios, ainda não muito claros, sobre quem pode usar a tecnologia avançada criada pelos Estados Unidos. Não custa deixar claro: ao que tudo indica, os chineses ainda estão um passo atrás dos americanos em IA generativa. O DeepSeek ainda não chega a um Gemini, do Google. E o Gemini ainda luta para alcançar os líderes, Claude e GPT, que disputam o primeiro lugar cabeça a cabeça. Esse novo modelo, o GLM-5.2, ainda não foi testado o suficiente. Os testes encomendados pelo Wall Street Journal afirmam que já encontra bugs e problemas de segurança no mesmo nível do Claude Mythos. Pode ser. São testes ainda por confirmar. Mas há uma diferença fundamental entre a maneira como americanos e chineses escolheram encarar o negócio da IA. GPT e Claude são modelos fechados. E pagos. Faz sentido, treiná-los é muito caro, e cada uso custa meia fortuna. A China distribui seus modelos com pesos abertos. Quem quiser baixa de graça, põe no computador e roda. Ou contrata um serviço de nuvem e roda lá. São modelos, por enquanto, piores. Mas economicamente compensam. Os chineses fazem dumping. É uma tecnologia em que, se uma empresa para entre três e cinco meses de avançar, os concorrentes todos a alcançam. E neste momento que a Casa Branca decidiu dar trabalho para Anthropic e OpenAI. Tirar o foco de seus executivos, mobilizar seus advogados, atraí-los todos a Washington com a missão de convencer o governo a deixá-los trabalhar em paz. Com os chineses sabe-se lá a que distância real. Talvez já no cangote. Uma hora dessas chegarão ao nível dos modelos proibidos a quem não é americano.
Casa Branca dificulta vida das empresas de IA dos EUA
Governo Trump decidiu que selecionará, um a um, os clientes autorizados a usar a nova versão do GPT 5.6















