Países da América Central e do Norte estão entre os mais afetados; europeus estão no fim da lista Torcedores da Noruega antes de partida na Copa do Mundo 2026 — Foto: Pilar Olivares/Reuters Quando começar o jogo contra o Japão às 14h, será a primeira partida da seleção nesta Copa no horário mais tradicional de trabalho do país, mas a produtividade do brasileiro é das que têm sido colocada mais em xeque pelo Mundial. O brasileiro vai passar pouco mais de 51 horas assistindo aos jogos da Copa considerando as partidas de segunda a sexta-feira e que acontecem no horário entre 9h e 18h. Serão 4.095 minutos acompanhando a Copa nessa jornada tradicional de trabalho, em 11º lugar na lista dos 48 países classificados para o Mundial, empatado com os vizinhos paraguaios, argentinos e uruguaios. A lista é liderada por países da América do Norte e Central e também da Oceania. A produtividade do trabalhador mexicano será a mais desafiada na Copa: 78 horas e 30 minutos. Em seguida vem a Nova Zelândia, com 69 horas e 15 minutos de jogos em período de trabalho. Com uma hora a menos, aparecem colombianos, panamenhos e equatorianos. Mais de um terço dos países com seleção na Copa não terá jogos no horário das 9h à 18h – o desafio nesse caso pode ser outro, trabalhar depois de passar a madrugada acordado. A lista dos que passarão incólume tem 19 países e é formada principalmente por europeus (Alemanha, Holanda e Suécia, por exemplo) e países do Oriente Médio (como Arábia Saudita, Catar e Jordânia). Em 2018, o FMI apresentou um estudo similar para o Mundial da Rússia. Naquela ocasião, os brasileiros lideraram a lista com 64 horas e 30 minutos. A Copa da Rússia, porém, tinha menos seleções e jogos que a edição atual: agora são 104 partidas e 48 seleções, ante 64 jogos e 32 países no Mundial vencido pela França na final contra a Croácia. Os cálculos levam em conta partidas de 90 minutos com 15 minutos de intervalos. Eventuais prorrogações, pênaltis e acréscimos não são contabilizados. Se uma partida começa antes das 18h, mas está programada para terminar depois das 18h, só é contabilizada a parte até o horário-limite. O mesmo vale para jogos iniciados antes 9h, mas que seguem depois dessa hora. Eles também consideram o fuso horário das capitais de cada país. O cenário para um americano de Los Angeles é diferente do de um morador de Washington, assim como do paulista é diferente de quem mora em Manaus ou Rio Branco, por exemplo. Quem mora na capital do Acre está duas horas atrás do horário de Brasília e enfrenta a mesma situação de Colômbia, Equador e Panamá: 68 horas e 15 minutos acompanhando o Mundial em horário de trabalho.
Produtividade na Copa? Veja qual país passa mais tempo na frente da TV na hora de trabalho durante o Mundial
Países da América Central e do Norte estão entre os mais afetados; europeus estão no fim da lista











