Elane Margareth tentava chegar à Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da cidade, mas decidiu voltar para casa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ela Margareth caminha de volta para casa após quase duas horas à espera de um ônibus — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 09:37 Greve dos rodoviários no Rio causa transtornos e eleva preços de apps A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro causou transtornos na manhã de Elane Margareth, de 53 anos, que após quase duas horas de espera por um ônibus para a Barra da Tijuca, desistiu e voltou para casa. A moradora de São Cristóvão planejava encontrar o filho para seguir viagem, mas ambos enfrentaram dificuldades. A alternativa de transporte por aplicativo foi considerada inviável devido aos altos preços. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A manhã de greve dos rodoviários no Rio terminou antes mesmo de começar para Elane Margareth, de 53 anos. Depois de passar quase duas horas tentando chegar ao trabalho, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da cidade, a moradora de São Cristóvao, na Zona Norte, desistiu da viagem e decidiu voltar para casa. Elane chegou pouco depois das 7h ao ponto de ônibus próximo à estação de São Cristóvão, importante ponto de integração entre trens e metrô. Quase duas horas depois, por volta das 8h50, ela continuava aguardando o 390 — que liga Curicica à Candelária. Mas o ônibus que nunca apareceu. — Eu estava esperando o 665 para vir para cá, como eu faço todo dia. Quando o ônibus não passou, eu pensei: “Vou andando”. Atravessei a Quinta da Boa Vista e vim para esse lado da estação. Quando cheguei aqui, já tem uma hora e 50 minutos que o ônibus não passa — contou Elane. Além da própria dificuldade, Elane ainda aguardava a chegada do filho, que saiu da Lapa, na região central, para tentar encontrá-la e os dois seguirem viagem juntos rumo a Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. Segundo a mulher, o rapaz também enfrentava problemas para embarcar. — Meu filho está no ponto final esperando o 390. Lá passam o 347 e o 306, mas até agora nada — disse. Com o tempo passando e sem perspectiva de conseguir chegar ao destino, Elane decidiu interromper a tentativa de ir à Barra da Tijuca, onde trabalha como cuidadora do avô do filho. A orientação veio da madrinha do filho e do próprio rapaz, que sugeriram que ela retornasse para casa. — Já falei com a madrinha do meu filho. Ela falou: “Volta para casa”. Meu filho também falou que era melhor voltar — afirmou. A possibilidade de recorrer a carros por aplicativo foi descartada após consultar os preços: — Eu até olhei no aplicativo para pegar um Uber, mas está muito caro.