Argumentação que sustentou pedido da PF para a 2ª fase da Disclosure tem centenas de páginas; rede buscou acalmar fornecedor em nota A Polícia Federal (PF) esperava desde o fim de 2025 para colocar nas ruas a segunda fase da Operação Disclosure, que apura fraudes na Americanas. A Justiça, porém, a autorizou apenas na semana passada. Na quinta-feira, dez mandados de busca e apreensão contra oito alvos foram cumpridos, atingindo Carlos Alberto Sicupira, um dos acionista de referência, ex-conselheiros e executivos de bancos. Os inquéritos foram abertos em 2025, após a PF fechar a primeira etapa das investigações sobre o caso, que veio à tona em janeiro de 2023. No principal, concluiu que a empresa foi alvo de uma fraude orquestrada pela antiga diretoria. Em seguida, abriu novos inquéritos para apurar se houve participação de acionistas e seus representantes no conselho de administração e de bancos. A ação surpreendeu os envolvidos, que esperavam ser chamados a depor em algum momento, mas não entendiam ser alvos de busca e apreensão. A Americanas, que tenta sair da recuperação judicial, procurou acalmar funcionários e fornecedores, reforçando não estar envolvida na nova fase.

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