Após a pandemia, a Broadway estava repleta de novos musicais. Catorze estrearam durante a temporada de 2024 e 2025, e 15 na anterior. Mas quase todos foram fracassos, e a indústria tomou nota. Na temporada passada, apenas seis novos musicais estrearam, e dois deles, "The Queen of Versailles" e "Beaches", rapidamente naufragaram.
A fase anêmica deve continuar. Apenas dois novos musicais anunciaram temporadas na Broadway antes do fim do ano: "Wanted", sobre um par de irmãs fora da lei, e "Galileo", sobre o astrônomo acusado de heresia.
Não precisava ser assim. Circulando pela Broadway, esperando um lugar para pousar, estão musicais com os repertórios de Prince e Dolly Parton; musicais sobre assassinato, mitologia e incontinência urinária; musicais impulsionados por temporadas off-Broadway, em teatros regionais ou em Londres.
Então, o que aconteceu? Como o novo musical —há muito tempo o elemento fundamental da Broadway— se tornou tão escasso que o New York Drama Critics' Circle optou por não conceder um prêmio este ano de melhor musical, e duas das cinco indicações ao Tony de melhor trilha sonora foram para músicas compostas para peças de teatro?
Estrear qualquer espetáculo na Broadway requer três elementos básicos: arte (um roteiro e, para musicais, uma trilha sonora que esteja mais ou menos pronta); dinheiro (montar uma peça ou musical custa milhões de dólares); e imóveis (a Broadway tem 41 teatros, operados por um pequeno grupo de proprietários, e novos musicais precisam competir com produções de peças estreladas, assim como revivals, para conseguir um espaço).











