A esperança de encontrar sobreviventes em meio aos escombros na Venezuela diminui pouco a pouco, dizem membros das equipes de resgate na linha de frente das operações neste que é o quarto dia após os fortes terremotos que atingiram a costa do país caribenho.
"Nossa prioridade segue sendo encontrar o máximo de pessoas vivas, mas neste sábado já era claro que só encontraríamos cadáveres", diz à reportagem a venezuelana Andy, que lidera a logística do grupo mexicano Topos Aztecas, enviado para ajuda.
O grupo trabalhou em Caracas até aqui e agora se aproxima do epicentro da crise, a cidade costeira de La Guaira, atrás do majestoso El Ávila, região montanhosa que é orgulho dos caraquenhos.
Em três dias de trabalhos de resgate no histórico edifício Petúnia, que desabou, a equipe resgatou oito corpos. Calcula-se que ao menos outros seis estejam ali. O único encontrado vivo foi um cachorrinho. "Agora já sabemos que a chance de encontrar vivos é de 1%, e então nós apegamos a esse 1%", diz David Villa, outro membro do grupo.
"Ainda assim, para nós é igualmente importante resgatar os corpos, para que as famílias tenham dignidade e possam estar com seus entes queridos", prossegue Andy, que se dirige a La Guaira em meio à chuva na região, um fator que pode complicar o trabalho de buscas.











