A fintech, que tem entre os sócios o Itaú e o Citibank nos Estados Unidos, conseguiu atrair mais de 60 fundos e já bateu em R$ 60 bilhões em ativos. A fintech Kanastra, que tem entre os sócios o Itaú e o Citibank nos Estados Unidos, conseguiu atrair mais de 60 fundos nos últimos meses e já bateu em R$ 60 bilhões em ativos. Entre janeiro e março deste ano, o número de fundos transferidos, que é quando empresas mudam de prestador de serviços, movimento que até há cerca de 2 anos era pouco comum no Brasil, foi 88% acima de igual período do ano anterior.PUBLICIDADEA Kanastra presta serviços de administração de fundos, custódia, gestão, distribuição e securitização, operações normalmente fragmentadas no mercado brasileira, com uma empresa especializada em um ou outro serviço, mas raramente em todos.A transferência de fundos estruturados de uma casa para outra não era comum no Brasil, até porque era demorada e burocrática, conta Manuel Netto, o mineiro cofundador da Kanastra. Esse tipo de operação acabava se concentrando em gestoras que fecharam ou tinham alguma problema.Nos últimos meses, conta o executivo, esse processo de migração passou a ser feito de forma mais rápida, por exemplo, porque os lastros das emissões passaram a ser digitais, e o movimento virou uma realidade. Entre as razões, o cliente quer centralizar tudo em uma única instituição. Outro fator que ajudou é que prestadores de serviços passaram por problemas recentes, em meio aos eventos do Banco Master, que afetou esse tipo de operação, como a Reag, que foi liquidada pelo Banco Central.PublicidadeCarimbo Nesse ambiente de maior desconfiança, muitas empresas buscam serviços de casas que tenham maior conceito, e qualidade de serviço, ressalta Netto. “Tem um efeito de busca por lugares mais seguros. O movimento de Master e Reag fez com que os fundos que estavam em casas que não confiavam, migrassem para outras mais conceituadas.” E no caso da Kanastra, o fato de ter entre os sócios o Itaú, o Citi e a International Finance Corporation (IFC, braço financeiro do Banco Mundial) é um carimbo importante, comenta.A gestora já fez três rodadas de captação, levantando cerca de R$ 350 milhões, em rodadas que atraiu gestoras como Kaszek Ventures, Valor Capital e Quona. A Kanastra também fechou sua segunda aquisição este ano, agora da gestora Tercon, especializada em FIDCs. Com isso, passou a cuidar de mais de 320 fundos de recebíveis (FICS), se tornando o maior gestor em número desse tipo de fundos do Brasil. Atualmente, está estruturando 70 novos FIDCs, mercado que já superou R$ 1 trilhão no país e foi fundada em 2022.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 24/06/2026, às 16:11PublicidadeA Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Fintech Kanastra, que tem Itaú entre sócios, atrai 60 novos fundos
A gestora já fez três rodadas de captação, levantando cerca de R$ 350 milhões









