Com apenas 34 minutos jogados na Copa do Mundo, jovem se torna febre, valoriza marca pessoal e causa disputa entre empresas e acusações de 'marketing de emboscada' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Endrick em sessão de fotos para a seleção brasileira — Foto: Sam Robles/CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 23:20 Endrick: Fenômeno de Marketing e Marca Valiosa do Futebol Brasileiro A mobilização em torno de Endrick, jovem atacante de 19 anos, transformou-se em um fenômeno de marketing, apesar de ter jogado apenas 34 minutos na Copa do Mundo. A febre por sua entrada em campo ultrapassou o futebol, influenciando campanhas publicitárias e disputas de marketing. O estafe de Endrick e a CBF monitoram o uso não autorizado de sua imagem, enquanto ele se consolida como uma marca valiosa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Endrick esteve em campo por apenas 34 minutos até o momento nesta Copa. Ainda assim, tornou-se um dos principais personagens do Brasil no torneio. Sem receber oportunidade como titular de Carlo Ancelotti, o atacante de 19 anos viu a espera por uma chance virar mobilização popular e se transformar em um fenômeno de marketing que extrapolou o futebol, inspirou campanhas publicitárias e consolidou sua imagem como uma das grandes marcas esportivas da nova geração. O clamor pela entrada do atacante ultrapassou o universo esportivo. As discussões deixaram programas de TV, conversas de bares e escritórios e chegaram a perfis de empresas, influenciadores e entidades públicas. Um debate que passou a existir independentemente da participação do jogador em campo. A repercussão ganhou proporções incomuns e começou a ser aproveitada por marcas de diferentes segmentos, inclusive sem qualquer vínculo comercial com o atacante. A 99, aplicativo de transporte e entregas, lançou campanha oferecendo R$ 99 em cupons para clientes atendidos por motoristas ou entregadores chamados “Endrik” — sem a letra “c”. Já a montadora Nissan publicou uma placa de carro escrito “Endrk19”, acompanhada da mensagem: “Você também quer ver ele acelerando por aí?”. O engajamento da publicação foi muito superior à média da montadora. A C&A, por sua vez, lançou uma camisa inspirada em uma imagem que viralizou no amistoso entre Brasil e Egito, quando, na comemoração do gol, o número 19 de Endrick dobrou e pareceu o 10. Segundo Thiago Freitas, empresário e executivo da Roc Nation, agência responsável pela gestão da carreira do atacante, o interesse despertado pelo jogador surpreendeu. — Vimos isso como algo inédito e muito positivo porque confirma que ele desperta um interesse do público que transcende o campo e não depende da performance, nem mesmo de estar ou não atuando. Mas também olhamos para isso como algo que demanda cautela — explicou. Endrick, camisa 19 do Brasil, durante partida contra Escócia nesta quarta-feira — Foto: Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images A repercussão levou o estafe a monitorar possíveis casos de marketing de emboscada envolvendo empresas que utilizaram o nome ou a imagem de Endrick sem autorização. A CBF fez o mesmo em função de seus patrocinadores. — Tanto os patrocinadores da CBF quanto os dele questionaram o uso da imagem e do nome de Endrick sem um vínculo formal. Nós, em respeito aos parceiros e por obrigação com quem investiu no atleta, passamos a monitorar tudo o que foi publicado, avaliando o que era razoável, o que envolvia exploração comercial e o que poderia gerar advertências, notificações ou cobranças — completou Freitas. Mania nacional Outras ações foram pensadas. A TV Globo recriou, em publicação nas redes sociais com Fábio Porchat, o personagem Zé da Galera, criado por Jô Soares e eternizado pelo bordão “Bota ponta, Telê!”, desta vez com apelo para a entrada do atacante. No Recife, até a tradicional família dos bonecos gigantes ganhou um novo integrante. Um boneco inspirado em Endrick reforçou a galeria de Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Vini Jr. Até Ancelotti precisou tratar do assunto. Antes da partida contra a Escócia, com Neymar prestes a voltar a atuar pela seleção, o treinador foi questionado sobre a pressão popular pela utilização de Endrick. — A torcida empurra muito Endrick, mas amanhã temos também Neymar. Vão apoiar Neymar ou Endrick? Acho que vão apoiar os dois — disse na ocasião. Carlo Ancelotti orienta Endrick em treino da seleção brasileira no dia 18/06, na Copa do Mundo 2026 — Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF A previsão se confirmou apenas em parte. O retorno de Neymar monopolizou boa parte das atenções da arquibancada e das redes sociais, enquanto Rayan fez sua primeira partida como titular em uma Copa e também mobilizou a torcida. Endrick voltou a entrar em campo, mas jogou oito minutos diante da Escócia, depois dos 26 contra o Haiti. Questionado sobre a espera, o jovem foi sereno. — Não tem ansiedade. Só de estar aqui com a seleção já é uma vitória. Tudo vai acontecer naturalmente. Tenho que ficar tranquilo — garantiu. Marca global A valorização da imagem de Endrick já vem sendo construída antes mesmo da Copa. No início do torneio, o atacante passou a estampar um gigantesco painel publicitário da New Balance em frente ao Madison Square Garden, em Nova York, um dos espaços de mídia mais valorizados e movimentados dos EUA. Endrick tornou-se uma das principais apostas globais da marca. Na semana das finais da NBA, os painéis dividiram espaço com ações do New York Knicks. Quando a bola rolou, a exposição ganhou outra dimensão. Atualmente, Endrick também possui contratos de patrocínio com Red Bull, EA Sports, Gillette, Neosaldina e Sicoob. O jovem revelado pelo Palmeiras mostrou que sua influência vai muito além das quatro linhas e que, mesmo ainda à espera do protagonismo esportivo, já se consolidou como uma das marcas mais valiosas do futebol brasileiro.
Mobilização popular por Endrick se transforma em fenômeno de marketing e liga alerta de estafe e CBF; entenda
Com apenas 34 minutos jogados na Copa do Mundo, jovem se torna febre, valoriza marca pessoal e causa disputa entre empresas e acusações de 'marketing de emboscada'
Endrick (19 anos, 34 min Copa 2026) fenômeno viral: Times Square, EA Sports/New Balance/RedBull; empresas exploram imagem sem licenças. Fragilidade compliance: proteção brand e IP governance insuficientes ante velocidade viral; monitoramento 'marketing emboscada' requisito operacional crítico.








