Preterido na estreia da Copa, jogador virou principal nome pedido na equipe 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Endrick deixa aquecimento cabisbaixo após não ser escolhido por Ancelotti em Brasil x Marrocos — Foto: Reprodução/X RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 02:20 Debate sobre Uso de Endrick na Seleção Brasileira Aquece após Estreia na Copa do Mundo A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo reacendeu o debate sobre a utilização de Endrick, jovem atacante de 19 anos, sob o comando de Carlo Ancelotti. O técnico, conhecido por sua abordagem cautelosa, prioriza aspectos táticos e coletivos, mantendo Endrick no banco em jogo contra o Marrocos. Apesar de Ancelotti evitar comentar individualmente, críticas surgem devido ao potencial já demonstrado por Endrick, que possui marcantes atuações pelo Palmeiras e pela seleção. Casemiro defende cautela, ressaltando a necessidade de proteger jovens talentos da pressão excessiva. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A estreia abaixo das expectativas da seleção brasileira na Copa do Mundo reacendeu uma discussão que acompanha Carlo Ancelotti desde os tempos de Real Madrid: por que Endrick recebe menos espaço do que parte da torcida e da imprensa considera adequado? A pergunta ganhou ainda mais força após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, pela primeira rodada do Grupo C. Em uma seleção que teve dificuldades ofensivas durante boa parte da partida, o atacante de 19 anos sequer saiu do banco de reservas, o que ampliou os questionamentos sobre seu papel dentro da equipe. O olhar de Ancelotti Para entender o debate, é preciso primeiro compreender como Ancelotti enxerga Endrick.Embora nunca tenha feito críticas públicas ao atacante e costume elogiar seu potencial, o treinador italiano sempre demonstrou uma abordagem mais cautelosa em relação ao jovem. Tanto no Real Madrid quanto na seleção, Ancelotti tem priorizado aspectos como leitura tática, participação coletiva, comportamento sem a bola e regularidade de desempenho, critérios que historicamente pesam em suas escolhas. A estreia da Copa reforçou essa percepção. Contra o Marrocos, o comando ofensivo começou com Igor Thiago entre os titulares, enquanto Endrick permaneceu como opção durante todo o confronto. Após a partida, Ancelotti foi questionado sobre a ausência do atacante, mas evitou comentar individualmente a decisão. — Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem, no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais — afirmou o treinador. A resposta foi interpretada como mais um sinal de que o técnico não pretende individualizar análises em meio à competição. Ao mesmo tempo, reforçou a impressão de que Endrick ainda não ocupa, na visão do italiano, um papel central na estrutura da equipe. Na prática, Ancelotti parece enxergar o atacante como um jogador capaz de decidir partidas, mas ainda em processo de amadurecimento para assumir protagonismo contínuo em uma seleção que disputa o título mundial. Os números que sustentam a cobrança Se o olhar de Ancelotti é cauteloso, os defensores de Endrick encontram argumentos concretos para pedir mais oportunidades. Até o início da Copa do Mundo de 2026, o atacante acumulava 14 partidas e três gols pela seleção principal. Os gols foram marcados contra Inglaterra, Espanha e México. O primeiro deles, em março de 2024, no Wembley, transformou Endrick no jogador mais jovem a marcar pela seleção brasileira masculina desde Pelé. No amistoso contra o Egito, também marcou. O desempenho em relação ao tempo de jogo é frequentemente apontado como um dos principais trunfos do atacante. Mesmo entrando muitas vezes durante as partidas, conseguiu produzir e ser decisivo em momentos importantes. Além disso, apesar da pouca idade, já acumula experiência em decisões de Campeonato Brasileiro e Libertadores pelo Palmeiras, disputou a Copa América e passou a conviver diariamente com um dos ambientes mais competitivos do futebol mundial no Real Madrid. A evolução física precoce Outro elemento que fortalece a tese de que Endrick está pronto para assumir responsabilidades maiores é sua evolução física. Ainda em 2022, quando tinha apenas 16 anos, reportagem do GLOBO mostrou que o Palmeiras via no atacante uma maturação física incomum para a idade. Internamente, algumas características chegaram a ser comparadas às de Romário, especialmente pela combinação entre centro de gravidade baixo, explosão, força e capacidade de suportar o contato físico com zagueiros mais experientes. A avaliação era de que o jogador não se destacava apenas pelo talento técnico, mas também por uma estrutura física que acelerava sua adaptação ao futebol profissional. A declaração de Casemiro A discussão sobre Endrick ganhou um novo ingrediente após uma declaração de Casemiro, um dos líderes da seleção brasileira. Ao comentar a situação de Endrick, o volante defendeu cautela na condução do atacante e alertou para o risco de atribuir a um jogador de apenas 19 anos a responsabilidade de resolver os problemas ofensivos da equipe. A manifestação foi interpretada de formas diferentes. Para os defensores de Endrick, a fala reforça a impressão de que o atacante continua sendo tratado como uma promessa para o futuro, mesmo após já ter demonstrado capacidade para decidir partidas importantes. Já para quem concorda com a condução de Ancelotti, Casemiro apenas verbalizou uma preocupação legítima: proteger um dos principais talentos da nova geração brasileira da pressão excessiva em pleno Mundial.