Ela cobre a seleção brasileira desde a Copa do Mundo de 1998 e, desde então, acompanha o time em todos os Mundiais. "O meu trabalho cobrindo a seleção começou na Copa de 1998. De lá para cá, acompanhei todas", conta Kiyomi Nakamura. Kiyomi Nakamura, onde tem Brasil, ela vai. E, nas duas últimas Copas, sofreu por antecipação com um confronto que acabou não acontecendo. É que, em 2018, o Japão vencia a Bélgica, mas levou a virada nos minutos finais. Os belgas avançaram para as quartas de final e eliminaram o Brasil. Em 2022, de novo. O Japão pegaria o Brasil, mas caiu nos pênaltis uma fase antes, diante da Croácia que, da mesma forma, tirou a seleção da Copa. Mas, desta vez, não teve jeito. Logo no primeiro duelo de mata-mata desta Copa vai ter um Brasil e Japão. Era pra Kiyomi estar com o coração dividido. Mas sabia que nem é bem assim? “Vou torcer para o Brasil. [...] Na hora do hino talvez fique um pouco emocionada, mas, na hora de torcer, futebol, time, jogadores... tudo para o Brasil", afirma. Entre os demais japoneses que cobrem os treinos do Brasil, não tem essa de camaradagem, não. Um diz que vai ser dois a um para o Japão. O outro já acredita num quatro a zero. Tem quem aposte num empate e decisão nos pênaltis. Mas a Kiyomi segue firme. Faz um alerta, mas não perde a esperança: “Esta Copa tenha maior possibilidade de fazer o Brasil sofrer. Mas, no final, ganha o Brasil.” Obrigado, Kiyomi. Que os deuses do futebol te ouçam. LEIA TAMBÉM