Kiyomi Nakamura protagoniza momentos virais com suas perguntas, como a feita para Gabriel Martinelli esta semana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A jornalista japonesa Kiyomi Nakamura cobre a seleção brasileira desde a Copa de 1998 — Foto: Rafael Oliveira RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 21:55 Kiyomi Nakamura: A Jornalista Japonesa Apaixonada pela Seleção Brasileira desde 1998 Kiyomi Nakamura, jornalista japonesa, é figura icônica na cobertura da seleção brasileira desde 1998, famosa por suas perguntas cativantes e relação próxima com técnicos como Felipão e Dunga. Apesar de suas raízes japonesas, Kiyomi declara sua torcida pelo Brasil, onde vive desde 2001. Sua conexão com o futebol brasileiro começou com Zico e a Copa de 1998, consolidando seu amor pelo país e pela Amarelinha. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No primeiro dia de preparação para o jogo contra o Japão, pela segunda fase, a maioria dos holofotes não estava voltada para o campo, onde Vini Jr, Neymar & cia treinavam, mas para o lado da imprensa. Todos queriam entrevistar Kiyomi Nakamura, jornalista japonesa que cobre a seleção desde a Copa de 1998 e que se tornou um dos rostos — e, principalmente, vozes — mais conhecidos do dia a dia da Amarelinha. De tão requisitada, ela mal teve tempo de trabalhar. E perdeu as contas de quantas vezes lhe perguntaram se o coração fica dividido para este jogo. Uma resposta que tem na ponta da língua. — Desculpem, japoneses. Mas, para mim, não tem como não torcer para o Brasil — conta. A repórter japonesa que se rendeu ao Brasil Kiyomi costuma ser “adotada” por todos os treinadores da seleção, que sempre abrem um sorriso para suas perguntas nas coletivas e costumam brincar com ela. Inclusive o próprio Carlo Ancelotti: — O seu português é igual ao meu. Por isso nos entendemos — brincou o italiano, certa vez, quando a jornalista teve dificuldade de lhe fazer uma pergunta. Uma de suas perguntas chegou a viralizar nas redes sociais nos últimos dias. Queria perguntar a Gabriel Martinelli como ele se sentia com a possibilidade de ser campeão do mundo um mês depois de completar 25 anos. Mas se enrolou com o português e não conseguiu construir a frase. O atacante até se esforçou para tentar compreender, mas não conseguiu. — Eu me enrolei, a pergunta ficou longa... Fiquei com muita vergonha. Mas a maneira como o Martinelli e o assessor de imprensa Fábio (Seixas) lidaram me salvou — relembra, aos risos. De todos os treinadores que assumiram a seleção desde que Kiyomi passou a cobrir o dia a dia, dois dividem dua preferência. Um deles é Felipão. Segundo ela, foi quem lhe permitiu ter maior reconhecimento no Brasil pela forma afetuosa como a tratava nas entrevistas durante sua primeira passagem no comando. — O Felipão é diferente. Principalmente antes da Copa de 2014. Ele sempre brincou na coletiva. Então quando andava na rua, os brasileiros perguntavam “Você é a repórter da seleção?”, “Você é a amiga do Felipão?”. Todo mundo passou a me reconhecer. Ficou muito mais fácil trabalhar no Brasil. O segundo é Dunga, o que é curioso, já que ele não era conhecido por ter uma boa relação com a imprensa durante sua passagem pela seleção. Só que, por ter atuado por quatro anos no Japão (no Júbilo Iwata, entre 1995 e 1998), sempre deu muitas entrevistas para Kiyomi, que chegou a trabalhar como sua intérprete em viagens pelo país asiático. Isso ajuda a tirar a curiosidade de quem se pergunta o que Kiyomi faz quando a seleção não está reunida. Na verdade, o que qualquer outro jornalista faz. No seu caso, corre atrás de reportagens para enviar para as TVs japonesas para as quais trabalha, principalmente a cobertura de eventos esportivos e entrevistas com jogadores da seleção ou brasileiros que fizeram sucesso na liga japonesa. Foi por causa de um deles que a história de Kiyomi com o Brasil começou. Em 1998, com Zico como coordenador técnico da seleção que disputaria a Copa na França, a jornalista viajou para passar três meses acompanhando o Galinho e toda a preparação até o torneio. Ali, se encantou pelo país, pelo Rio de Janeiro e pela Amarelinha. Decidiu que era isso o que queria para a sua vida. —A seleção brasileira não é apenas um time de futebol. Principalmente na época da Copa. Incluindo toda a coisa da paixão do povo, tristeza, felicidade... Pensei: “tenho que morar no Brasil, respirar do mesmo ar, comer da mesma comida, rir ou ficar aborrecida com os mesmos assuntos. Viver como se fosse brasileira”. E vive assim desde 2001, no Rio. A saudade da família, que segue no Japão, ela compensa com o carinho da que a acolheu por aqui: a do cinegrafista Jorge Ventura. Os dois trabalharam juntos assim que ela se mudou e viraram grandes amigos. São 25 anos de vida que não dão margem para o coração ficar dividido quando a bola rolar na próxima segunda-feira. Antes do apito inicial, porém, há um momento em que ele deve balançar. — No momento do hino, eu fico emocionada, tanto o do Brasil como o do Japão — admite.
'Amiga do Felipão' e intérprete de Dunga, quem é a repórter japonesa que cobre a seleção desde 1998 e é 'adotada' pelos treinadores
Kiyomi Nakamura protagoniza momentos virais com suas perguntas, como a feita para Gabriel Martinelli esta semana






