Prossegue o debate sobre quem é o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Messi ou Ronaldo? É um debate estranho, porque muitos dos participantes nunca viram um único lance de Pelé e Maradona. Admito que alguém considere que Picasso é o maior pintor de sempre, mas se nunca viu um quadro de Leonardo da Vinci talvez a sua opinião não valha muito.
Não tenho dúvidas de que Messi e Ronaldo estão entre os melhores de sempre. Mas, só para falar de argentinos, prefiro Maradona a Messi. Sim, os números de Messi são impressionantes, mas eu gostaria de ver vê-lo fazendo o mesmo num tempo em que carrinhos por trás não davam vermelho, em gramados que pareciam um campo de batatas, viciado em cocaína, a engravidar senhoras que não são a sua mulher.
Fala-se muito nos zagueiros, mas a chatice resultante de ter filhos fora do casamento é um adversário muito mais temível.
Se querem falar de números, embora eu tenha pudor de introduzir a fria matemática em discussões sobre futebol, então Pelé tem dois ou três que parecem difíceis de bater. Nenhum outro jogador foi três vezes campeão do mundo. Continua a ser o mais jovem a marcar numa Copa do Mundo, a fazer um hat-trick numa Copa do Mundo, a disputar a final de uma Copa do Mundo, a marcar na final de uma Copa do Mundo e a conquistar uma Copa do Mundo. Posto isto, quem é, então, o melhor de sempre?
















