Morreu, na madrugada desse sábado (27), o poeta, ensaísta, tradutor e editor Alexei Bueno, aos 63 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, e pela Editora Lume. Bueno tratava um câncer.

Como editor, Bueno organizou obras de escritores-chave para a literatura brasileira, como Augusto dos Anjos, Cruz e Souza, Álvares de Azevedo e Olavo Bilac, todos para a editora Nova Aguilar, nos anos 1990. De 1999 a 2002 foi diretor do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

Em 1998, publicou a primeira edição brasileira anotada da "História Trágico-Marítima", coleção de notícias de naufrágios de navegadores portugueses reunidos por Bernardo Gomes de Brito e publicados entre 1735 e 1736. Organizou também "Jerusalém Libertada", de Torquato Tasso. Nos anos 2000, coordenou a antologia da poesia romântica brasileira a convite da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco.

Em 2012, publicou ainda "Machado, Euclides & Outros Monstros", coletânea de ensaios sobre clássicos brasileiros que incluía, ainda, nomes como Álvares de Azevedo e Carlos Drummond de Andrade.

Bueno também se consolidou como um dos principais tradutores de poesia do Brasil. Trabalhou com clássicos da literatura universal, como Edgar Allan Poe, Henry Wadsworth Longfellow, Stéphane Mallarmé, Giacomo Leopardi e William Shakespeare.